Um mês depois… Julia narrando. Levanto da cama quando vejo o Alec colocar mais uma caixa minha no chão. Ele faz isso com cuidado, mas o corpo já denuncia o cansaço: os ombros pesados, a respiração um pouco mais funda, a mão indo direto para a lombar assim que endireita a postura. — Eu posso te ajudar, você parece cansado — falo, dando dois passos na direção dele. Ele n**a imediatamente, a mão ainda apoiada na coluna, como se estivesse segurando o próprio corpo no lugar. — Você está grávida, nada de peso para você — responde com aquele tom firme que ele usa quando acha que está me protegendo demais. Meu celular vibra na mão e eu paro. Abro a mensagem da clínica e meu rosto se ilumina sem que eu perceba. São fotos do meu pai sorrindo, segurando os pincéis novos, rodeado pelas tinta

