{--Horas Depois--}
*Point Of View Lauren
Horas se passaram desde que meu pai e o pai da Cabello, anunciaram que teremos de partir. Quase não dormi durante a noite, pensando em como será minha vida durante um ano na América, para piorar com Camila, em busca dos Ômegas que serão nossas esposas ou marido. O dia está clareando, já estou no aeroporto com meus pais, hora de se despedir, assim como Camila está se despedindo dos dela.
— Sentirei saudades. — Disse, mamãe carinhosa.
— Nem preciso ir, posso ser uma boa líder sem esposa. — Lamentei abraçada a mamãe.
— Quem continuará sua linhagem? — Perguntou papa. Me desvencilhei do abraço dela e olhei para ele.
— É mesmo necessário ter filhos?
— Sim, eu tenho você, a Taylor e o Chris. — Isso é fato, meus irmãos estão no colégio interno. Chris é ômega e Taylor também.
— Por que Chris e Tay não se casam com Alfas? A linhagem continuará com eles.
— Eles diferem de você, não são líderes e nem possui os mesmos poderes que o seu. Chris tem 17 anos, quando chegar na idade ideal, provavelmente Alfa o desposará, já a Taylor, só tem 15 e ainda nem teve o primeiro cio. Você é preciosa, precisa de herdeiros com sua força e com as qualidades de uma Ômega. Você tem o equilíbrio, porque é fruto do amor entre Ômega e Alfa. A minha herdeira mais forte que seus irmãos. Sei o quanto é doloroso no seu cio, quando tiver uma companheira não sofrerá, apenas desfrutará com ela. — Articulou meu pai.
Fiquei calada, talvez ele tenha razão, só tenho medo de não conseguir me controlar, quando a Camila entrar no cio perto de mim. Sei também que, ela sente meu cheiro. Espero encontrar logo a Ômega, que possa me saciar em todos os aspectos.
— Agora me dê um abraço. — Ordenou papa, o abracei.
*Point Of View Camila
— Por que tenho de ir? Não quero um marido. — Argumentei, abraçada a mamãe.
— Será bom, um marido ômega lhe fará bem, vão ser felizes.
— Já sou feliz, não preciso me casar.
— Se tivesse nascido ômega estaria casada com a Jauregui, me dando netos, infelizmente não aconteceu, você é Alfa como ela, então precisam ir em busca de seus pares. — Argumentou papa.
— Ainda bem! Seria horrível viver casada com uma metida. — Desdenho olhando na direção de Lauren e sua família.
— Dividirão o mesmo dormitório, precisam se entender, não quero ouvir falar de confronto entre Alfas.
— Não haverá confronto, claro se ela não me provocar.
— Controle-se Camila. — Me repreendeu mamãe.
— Tentarei. — Abracei o papa, por fim minha irmã. Mais uma chamada do voo para Los Angeles, hora de ir.
Segui para área de embarque, já havia realizado meu Check-in, Lauren me alcançou, caminhando ao meu lado, vestida de preto, com uma touca da mesma cor na cabeça. A acho linda, pena ser Alfa, sinto o seu cheiro e devia odiar, mas gosto.
— Animada? — Perguntou, colocando sua mão no meu ombro.
— Nem um pouco, afinal terei de conviver e dividir o quarto com você, como se já não bastasse ter de dividir minha liderança.
— Somos as herdeiras, me vença num duelo e a liderança será apenas sua. — Desafiou-me, dando sorriso presunçoso.
— Ainda não concretizei isso por consideração aos seus pais, não quero humilhar a filhinha deles. — Sorrio.
— Coitada, sua metida. — Rosnou, tirou a mão do meu ombro e passou na minha frente, apressando os passos. Sorrio vitoriosa, consegui irritá-la.
{--Meia Hora Depois--}
O avião começou a decolar, já estava acomodada em meu devido lugar, Lauren ao meu lado com fones nos ouvidos, ignorando minha presença. Estou nervosa, tenho medo de altura. Aperto o encosto da cadeira, Lauren vira me olhando, rindo do meu nervosismo.
— Pare de me olhar, i****a! — Ela tirou os fones dos ouvidos e falou:
— Tão molenga e ainda quer me desafiar, posso acabar com você no estalar de dedos.
— Coitada, esqueceu que também sou alfa e tenho a mesma força que você? Além disso, sou mais esperta, somente pelo fato de não ter um pênis. Que sorte a minha! — Sorrio.
— O pênis não me torna fraca! — Rosnou.
— Torna sim, acha mesmo que não percebo seu olhar para minha b***a, pena eu ser proibida para você. — Acuso-a, lembrando do jeito como ela me olha, principalmente quando uso roupas curtas para me exercitar.
— Você só pode ser louca. Eu gostaria que fosse ômega, teria o maior prazer de acabar com seu orgulho b***a, te fazer minha submissa em todos os sentidos.
— Coitada, mesmo se eu fosse ômega, jamais seria submissa.
— Não tem certeza disso, sabe o poder que tenho em minha voz.
— Não sei, pois, comigo não funciona.
— Vou te mostrar. — Dito isto, uma comissária passou pelo corredor, pelo cheiro é ômega.
— Olá moça? — Lauren chamou sua atenção. Logo ela se aproximou.
— Pôs não, o que deseja? — Perguntou.
— Quero que me espere no banheiro. — Sorriu. A moça concordou indo em direção ao local.
— Você é tão baixa, não pode usar seus poderes para obrigar as pessoas a fazerem o que de fato não querem.
— Só mostrei que posso ter outros me obedecendo.
— Eu também posso, mas não coajo as pessoas a fazerem sexo comigo, somente devido ao poder que exerço sobre elas. — Estou passada com a ousadia da Jauregui.
— Não farei sexo com ela, apenas estava te mostrando que posso ter outros me obedecendo e se fosse ômega também me obedeceria.
— Me mataria, se tivesse de lhe obedecer. — Assevero, virando para olhar pela janela. Lauren se mexeu em seu assento desinquieta.
*Point Of View Lauren
Suas palavras doeram, ela prefere a morte. Não sou tão r**m assim, a trataria como uma rainha. Levanto-me e sigo até o banheiro, abro a porta e encontro a moça sentada em cima da tampa do vaso sanitário, me esperando.
— Finalmente você veio, pensei ter desistido. — Proferiu a comissária de olhos claros, cabelos cacheados escuros, s***s grandes, bem atraente. Por que só penso em olhos castanhos?
— Volte para os seus afazeres. — Ordenei normalmente, sem usar meu timbre encantador. Me encostei na pia, olhando-me no espelho.
Sinto seus braços em volta da minha cintura, suas mãos descendo pela minha barriga em direção a meu jeans. O cheiro de sua excitação impregnando minhas narinas. Não é como o cheiro da Camz, este é o apelido que lhe dei, mas é secreto, apenas a chamo assim nos meus pensamentos.
— Pare! — Seguro sua mão impedindo de tocar onde não deve.
— Deixa? Não foi para isso que mandou eu esperar no banheiro? — Antes de eu responder à porta é aberta e uma Camila furiosa adentra o local, rosnando.
— SAIA! — Ordenou para a comissária, que logo soltou minha cintura e se retirou do banheiro apressada.
— Camila, vá embora!
— Não acredito que transaria no banheiro do avião, obrigando a coitada, sua pervertida!
— Eu não ia, pedi para ela ir embora, nem estou excitada.
— Você é uma sem vergonha! — Saiu do local, me deixando estática, olhando meu reflexo no espelho. Essa filha da mãe me irrita demais. Droga, agora pensará que realmente queria f********o com a comissária.
Saio do banheiro voltando para o assento, me sentando ao seu lado, ela se quer olhou para mim. Coloquei os fones nos ouvidos e apertei na seleção musical, encostei a cabeça no assento relaxando. Nem percebi quando adormeci.
{--Algumas Horas Depois--}
Tínhamos chegado recentemente em solo americano, desembarcamos indo em busca de um táxi. Um senhor de cerca de 50 anos estava nos aguardando com uma placa escrita: Cabello e Jauregui. Aproximamos dele e logo nos cumprimentou dizendo se chamar, Arthur. Após as apresentações nos ajudou com as malas, indo para o seu carro.
Agora estamos a caminho da universidade. Camila está ao meu lado ainda me ignorando, devido ao incidente no avião, eu nem ia fazer nada com aquela mulher. Não sei o porquê ela age assim, odeio quando fica de TPM, já é insuportável sem está nesse período, piora quando fica.
{--Minutos Mais Tarde--}
Chegamos no 'campus', de área linda. O senhor estacionou no estacionamento dos funcionários. Camila abriu a porta e saiu, fiz o mesmo, saindo do outro lado do veículo, Arthur também saiu sorridente.
— Então, meninas este será o seu novo lar. Trabalho aqui, sou um dos professores e responsável por vocês. Seus pais confiam em mim.
— Tudo bem, somos fáceis de lidar. — Camila sorriu para o homem. Queria dizer que ela estava mentindo, mas, melhor não provocar a onça.
— Minha filha as levará até o dormitório, não se preocupem que cuidarei de suas malas, daqui a pouco estarão em seu quarto. Vou avisá-la que já chegaram. — O homem tirou o celular do bolso e ligou para alguém. Minutos depois uma loira alta se aproximou sorridente, parou ao lado do senhor, lhe deu um beijo no rosto. — Esta é minha filha, Dinah Jane, é alfa como vocês.
— Olá! — Proferiu, olhando diretamente para Camila, não sei o porquê, mas me senti incomodada.
— Olá, Jane. Sou a Camila Cabello. — Se apresentou, apertando a mão da grandona.
— É um prazer lhe conhecer.
— Pode tirar os olhos dela, é Alfa como você. — Profiro, chamando a atenção da loira.
— Não estou de olho nela, a propósito você deve ser a Lauren Jauregui, certo?
— Sim. — Ela estendeu sua mão e eu apertei com força. A loira sacudiu a cabeça soltando minha mão e se afastando.
— Pai, levarei-as para o dormitório, devem estar cansadas.
— Claro querida, eu cuidarei das malas.
— Me acompanhem. — Seguimos a loira em direção ao prédio, aparentemente construído recentemente, pois a fachada estava bem nova. Seguimos para dentro do local, subimos as escadas até o quinto andar. Chegamos no corredor, muitos jovens indo e vindo, outros apenas conversando encostados na parede.
— Este prédio foi inaugurado recentemente, somente os Alfas ficam por aqui; sabe como é, seria uma loucura se Ômegas morassem aqui e entrassem no cio com tantos Alfas por perto.
— Sei perfeitamente. — Camila proferiu pensativa.
— Alfas e Alfas não têm problema, mesmo que um de nós entre no cio não será perigoso, afinal conseguimos manter o controle, o cheiro de outros iguais não nos atrai.
Por que eu não consigo me conter quando sinto o cheiro da Camila? Ela é Alfa, é errado eu me excitar tanto pensando nela, sentindo o seu cheiro. Preciso de tratamento ou talvez só encontrar a Ômega perfeita.
— Onde ficam as Ômegas e Betas? — Questiono.
— A maioria das Ômegas e Betas ficam no outro lado do 'campus', num grande prédio. Poderemos confraternizar com eles durante as refeições, em festas e nas aulas. Caso arranjem alguém, poderão namorar de boa, não é proibido, só tem de respeitar as regras. Eu não me preocupo muito com isso, porque já estou de olho em alguém.
— Que bom! Espero encontrar logo a minha. — Falei naturalmente e Camila me fuzilou com o olhar. Chegamos na porta do quarto 205 e a loira a abriu.
— Meninas, este é o quarto de vocês, tem duas camas de casal é bem espaçoso, digno da realeza. Tem um banheiro, mesas para estudos, poderão ficar confortáveis. Espero que sejam boas amigas e possam cooperar uma com a outra durante o período do cio.
— O que seria cooperar? — Perguntou Camz, observando o lugar.
— Quando uma de vocês tiver no cio a outra precisará de um lugar para ficar, para dar privacidade. Se é que me entende?
— Se Lauren quiser sexo com alguém, que procure outro lugar. — Argumentou, olhando pela janela de vidro, fiquei estática, mas logo me recompus.
— Então, eu também não sairei por nada. Não deixarei você ficar transando com algum Ômega sem graça neste quarto!
— Pelo jeito vocês têm sérios problemas. Enfim, sejam bem-vindas. Depois as levarei para falar com o reitor e pegar seus horários de aula. Meu quarto é o 209, podem bater lá quando terminar a D.R, opa, quando se organizarem. — Saiu rapidamente. Me sentei na cama macia, olhando para Camila, que permaneceu na janela, olhando não sei o quê. Será complicado viver com este furacão em forma de gente.