A gente nasce tão o que se é. Matéria bruta, como um pequeno diamante chorão e faminto, que ainda não foi lapidado. Olhando em volta com olhar curioso — antes mesmo de saber o que significa a palavra curiosidade ou qualquer outra — em um mundo cercado por elementos tão distintos daquele espaço acolhedor, escasso de muitos elementos, que foi ficando cada vez mais apertado, até não mais nos caber. Ao longo da vida a gente vai conhecendo outros espaços que ficam cada vez mais apertados, até não mais nos caber também. Eterna repetição. Nada novo sob o sol, já dizia um trecho do livro de Eclesiastes. Então temos essa matéria bruta que será lapidada com as contingências da vida, os processos de subjetivação, os nãos e os olhares insatisfeitos diante dos comportamentos inadequados. Tudo começa

