Ainda desaparecida

548 Words
Texto 2. Para todas as escolhas erradas que eu fiz Amo filmes que tratam-se de buracos de minhoca, buraco n***o, transportar-se entre outras dimensões,enfim, que brincam com as possibilidades de movimentação do tempo e espaço. “Efeito borboleta” é um clássico desse tipo e, por favor, me indique qualquer um que trate do assunto. Eu vou amar. Esse gosto deve vir de um desejo meu, e que também deve ser o de outras pessoas: voltar no tempo e fazer diferente. Eu voltaria no tempo e faria escolhas diferentes na semana passada, por exemplo. No entanto, se pudesse escolher uma data, voltaria em épocas em que, o meu coração, enganoso e perverso, me fez ficar em lugares que não me cabiam e, para piorar, persistindo em seu próprio engano, recentemente, quis retornar ao lugar que mais me feriu, me tirou a autoestima, o desejo de viver, a minha essência, e me fez abrir mão do que é inegociável para mim hoje: o jugo do Senhor sobre a minha vida e as minhas escolhas. É libertador quando você se dá conta de que, no palco da vida, a sua única audiência é Jesus, o Homem que mais amou. Puxa, que alívio. Enquanto eu me preocupava (e passei muito tempo) com a audiência das pessoas más, daquelas que julgam sem antes tirar a trave do próprio olho. Voltando ao assunto das escolhas, do voltar no tempo para refazê-las, me dei conta do quão inútil é esse desejo. Tendo em vista que, cada pedaço da minha existência, já estava devidamente escrito no livro da vida, e que desejar retornar ao passado para apagar alguns enganos, é me sentir auto suficiente o bastante para passar uma borracha no livro de Deus e definir aquilo que é melhor, quando eu nunca soube fazer essa definição. Resta aceitar a minha ignorância neste plano. Nada sei. Portanto, voltar no passado seja um deleite para mim unicamente na ficção. Na vida real, um dia, e sei que quanto mais perto Dele eu estou, mais eu compreendo os porquês rapidamente. Um dia, cada pedacinho torto da minha história terá um sentido agora desconhecido por mim. Nesse momento, preocupar-me unicamente com a audiência de Cristo sobre as minhas decisões, colocando-as primeiramente aos seus pés, em oração, é a única certeza que eu tenho de que, em seu colo, eu serei conduzida à fonte de água viva. Imagino esse rio e, apaixonada por rios como sou, também vislumbro um barquinho. Digo isso porque um dia, o Espírito Santo me disse que eu era um barco sem vela. Não foram poucas as vezes que fui chamada de desgovernada por minhas amigas, tendo em vista que a impulsividade sempre foi minha maior característica. Infelizmente. Quando Ele me disse isso, com todo amor e paciência, eu defini que, quando eu içar a vela do meu barco, no rio da vida, eu tatuaria um barco devidamente equipado com sua vela. Pronto para ser guiado, mesmo com os ventos soprando para as mais diferentes direções. Senhor, segure a minha mão quando eu içar a vela que conduz o barco. Assim, não terei medo das tempestades, dos ventos ferozes e da minha própria queda. Porque o Senhor estará no barco comigo. Só assim, eu estarei pronta para pescar peixinhos por aí. Para sua glória. Amém.
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