Diário de Teresa Plath escrito em 09/05/2019 - Condição: boneca de ventríloquo Para não esquecer, e para não deixar que ninguém esqueça. Mora um ninho de diferentes pássaros no seio do meu ser. Azuis, lilázes, verdes e amarelos. A cada um eu identifico por uma emoção. Há momentos em que, adormecidos, estes pássaros, algum se levanta e me traz paz e segurança. Quando este adormece, outro, melancólico é desperto do seu sono. Então sinto-me triste e desesperançosa com o que sou e com o que há de ser. Pássaros raivosos, inseguros, deprimidos e alguns isentos de liberdade. Alguns alçam voo e não os vejo por muito tempo. Alguns fazem morada e, por medo de voar, instalam-se de modo permanente, onde lhes é mais cômodo: o ninho que foi introjetado no seio do meu ser. No cerne da minha alma, onde

