Capítulo 7⚡

854 Words
Pedro. Vou contar a minha real história, me chamo Pedro mais conhecido como PD, entrei na vida do crime um tanto cedo, eu era emocionado taligada, mas agora sou mais pé no chão. Todos acham que porque você tá na vida do crime, você não presta, mas a maioria dos mano só entra pra preocurar melhora, a gente da favela tem oportunidade não pô. Aí vem querer me julgar por eu ser envolvido, tu tem papai e mamãe pra te bancar, minha mãe é uma coroa, tô nessa luta pra ajudar ela também, meu pai? Nunca tive ou conheci. Nunca fui de ter tudo na mão, sempre tive que correr atrás do meu, tudo piorou quando eu me envolvi com a filha da p**a da Miranda, ó mulher desgraçada, mas me deu um pivete lindão, o Matheus. Só fez o moleque e vazou no mundo, tô criando meu filho, na verdade minha mãe tá, eu tô sempre na boca ou em baile fazendo meus corre, tudo pra dar uma vida melhor pra eles. Quase ninguém sabe que tenho filho, melhor assim, desse jeito quando inimigo vinher não sobra pra ele. Falar a verdade, de vez em quando a Miranda aparece, já deu o papo que não quer a cria, eu até prefiro que ela fique longe mermo. Assim o Matheus sofre menos. Aquela Gabi até que é gata e manda mó bem no boquete, pegaria novamente fácil, mas os pais dela é cheios dos b.o, prende demais a mina. Vi a minha coroa brotar no quarto mandando eu ir comer logo, pra comida não esfriar, e assim eu fiz, amo a comida dessa mulher. Comi tudo e até repeti, creme de galinha é a melhor comida do mundo e só a minha opinião importa. -Ei mãe, tô vazando, vou prós meus corre, cuida do meu pivete aí viu- falei dando um beijo na testa dela. -Meu filho, queria tanto te ver em um trabalho menos perigoso- falou cabisbaixa. -Um dia eu vou sair dessa vida, mas por enquanto eu tenho que continuar- falei levantando seu rosto. Dei mais um beijo nela e fui me despedir do Matheus que estava em seu quarto, ele me viu e logo correu pra me abraçar, já tava ligado que eu ia trampar né. -Tô vazando filho, cuida dá sua vó pra mim- falei beijando sua cabeça. -Pode deixar comigo, pai- deu um sorriso e eu saí do quarto. Peguei meu fuzil e atravessei nas costas, sai de casa indo direto pra barreira, um calor infernal, o sol tá f**a hoje. Resolvi fazer extra hoje, tô precisando de mais grana, oque eu ganho não dá pra muita coisa. Vi a Bruna descer a barreira praticamente rebolando a b***a, dei risada negando, essa dá trabalho pro Menor, mesmo não sendo algo assumido, as pessoas fazem muito doce, oque acaba fudendo com tudo. -E ai Pedrinho, vi que tu pegou a Gabizinha no baile em, se essa história rodar e chegar nos pais dela, tu tá fudido- falou o Gui brotando ao meu lado. -Credo cara, sai pra lá com essa boca, o pai dela arranca o meu p*u, e pra tu é PD, o****o- disse negando. Ele saiu e eu acendi um cigarro de maconha, fiquei apenas fumando o baseado e olhando o movimento do morro, várias pessoas voltando da escola, outras só andando de bobeira mesmo. Na moral, só de pensar nos coroas da Gabriele vindo me esculachar já fico com dor de cabeça, aquela lá é problema, o certo é ficar longe, mas quando lembro que nunca ninguém tocou ela, dá vontade de fazer ela ser só minha. Vi o chefe descer já chingando alguns dos Vapor que estavam de bobeira conversando um monte de merda sobre as meninas do morro. Essa parada de pegar e sair falando tudo que fez com a mina é feião e é aquele ditado né "quem come calado repete". Fiz toque com o JG, esse aí é o dono do morro, ninguém se atreve de mexer com ele, nunca vi esse aí arrumar uma fiel, opção de mulher é oque não falta pra ele. -Um dia tu sobe de cargo pô, tô vendo tu se dedicando, gosto assim, se for pra ficar fofocando é melhor ir trabalhar de repórter- ironizou JG. -Pode crer chefe, o meu intuito é esse, crescer cada dia mais, dou o meu melhor- argumentei vendo a Gabi passar. Escutei os filha da p**a soltar piada, nem precisei falar nada, o JG fez isso por mim, agradeço mentalmente. -Ei seus cuzão, não quero vocês mechendo com as mina não, mais respeito nesse c*****o, tô pagando vocês pra trabalhar e não pra assediar os outros. Vi todos se calar com uma cara de cu, me segurei pra não dar risada, esses aí não cansam de ser i****a. -Não quero me meter nas tuas tretas, mas tu sabe que essa daí é b.o né?- perguntou e eu assenti. -Relaxa, os pais dela nunca deixaria- falei coçando a cabeça. Ele assentiu e saiu, essa história tá chegando no ouvido de todo mundo, não vai demorar pra chegar no da coroa dela, fudeo.
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