bc

Uma Nota Para Lúcifer

book_age18+
1
FOLLOW
1K
READ
reincarnation/transmigration
HE
time-travel
system
fated
single mother
drama
sweet
mystery
mythology
office/work place
high-tech world
another world
superpower
like
intro-logo
Blurb

Lúcifer nunca planejou deixar seu posto. Por milênios, ele manteve o mundo funcionando das sombras - um dever silencioso, eterno... E imposto.

Até ouvir uma nota errada.

Melina Thorne tem uma voz feita para a perfeição. Mas, diante da morte iminente da mãe, essa voz se quebra em desespero. Sem respostas, ela faz o impensável: oferece sua alma em uma oração aberta, lançada ao vazio.

E algo responde.

Atraído não por compaixão, mas pela dissonância insuportável daquele som, Lúcifer sobe à superfície. Sob a identidade do Dr. Philipe, ele acompanha a inexplicável recuperação de Amélia - enquanto observa, de perto, a mulher que, sem saber, colocou sua própria alma em jogo.

Mas algumas vozes reconhecem o perigo antes das palavras.

E, enquanto a gratidão de Melina cresce, o mundo ao redor começa, silenciosamente, a sair do eixo.

chap-preview
Free preview
1 - O Maestro do Abismo
O d***o era dono de muitos nomes; todos eles de domínio público, nenhum deles capaz de descrever sua verdadeira natureza. Há milênios, antes do exílio, ele fora a própria personificação da Luz, os tambores da fundação do mundo. Mas a ideia de se curvar a esculturas de barro e sopro divino? Aquilo nunca desceu bem por sua garganta de querubim. Como todo filho que ousa desafiar o regente, ele foi expulso do coro. Enviado para as profundezas, Lúcifer tornou-se o motor térmico da Terra, acorrentado ao núcleo para garantir que o mundo dos homens continuasse girando enquanto ele governava um subsolo de miséria e enxofre. Por eras, ele colheu almas tão perversas quanto o próprio cerne, um trabalho burocrático e exaustivo. De vez em quando, pelas fissuras da crosta, ele se permitia sussurrar. Ele nunca obrigava; apenas encorajava os pecados que a humanidade já carregava no sangue como uma herança maldita. Através dessas fendas, ele assistia ao declínio. E, p***a, como ele desejava voar de volta ao Trono apenas para gritar ao Pai que ele sempre estivera certo: a humanidade estava desmoronando sob o peso da própria ignorância. Para os devotos, o fim seria o Apocalipse Bíblico — uma piada de mau gosto para Lúcifer. Ele não aceitaria o papel de vilão coadjuvante na peça teatral do "Velho". Para ele, o fim do mundo significava apenas mais combustível para suas fornalhas fedidas. Mas Lúcifer não odiava tudo o que vinha da superfície. Ele tinha uma fraqueza pela dor transformada em arte, como o blues de Robert Johnson. E, ao contrário do que dizia a lenda das encruzilhadas, Johnson nunca pisou no Inferno. Ele era apenas um homem louco e genial que aprendera a fazer o violão chorar. Lúcifer pessoalmente riscara o nome dele da lista de cobrança — um gesto de bondade estética, ou ao menos era assim que ele justificava sua clemência. Naquele momento, ele estava há vinte minutos tentando sintonizar as correntes magnéticas do planeta para reencontrar a frequência daquele blues antigo. Não era uma tarefa simples, mesmo para um ex-mestre de coro, mas era possível. Contudo, no meio da estática de rádio e do estalar das chamas, uma voz quebrada o fez estacar. "Deus... Qualquer um… Por favor... Salve minha mãe. Ela é a única que me restou." Era uma voz feminina, mezzo-soprano, mas o timbre estava devastado por soluços que interrompiam a frase sem permissão. Aquela prece não era fé; era pura distorção harmônica. Era dor. "Eu faço qualquer coisa. Me leve no lugar dela. Por favor." Lúcifer franziu o cenho, o movimento fazendo as correntes de platina e fogo rangerem no núcleo. — Mas o que é isso? O Velho parou de responder aos seus favoritos? Ele tentou girar o dial imaginário, buscando os acordes de Crossroad Blues para abafar o lamento, mas a vibração daquela garota era potente demais. Ela não estava apenas rezando; ela estava sacudindo os alicerces do trono dele. Era uma nota pura e desesperada, deslocada naquele ambiente saturado de morte. — Então quer dizer que o Papai saiu da cidade? — ele murmurou, ajeitando a postura no trono de pedra. Desta vez, ele não buscou a rádio do passado ou o canal das orações humanas. Ele forçou sua percepção para uma frequência que não acessava há milênios. A frequência que vibrava no alto, acima das nuvens e do julgamento. Ele estava sintonizando a rádio de seus irmãos. Já fazia anos que ele não abria aquele campo. E no passado, seus irmãos eram barulhentos, mas naquele instante... O céu estava em silêncio.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

Unscentable

read
1.9M
bc

He's an Alpha: She doesn't Care

read
733.4K
bc

Claimed by the Biker Giant

read
1.6M
bc

Holiday Hockey Tale: The Icebreaker's Impasse

read
967.8K
bc

A Warrior's Second Chance

read
352.9K
bc

Not just, the Beta

read
345.1K
bc

The Broken Wolf

read
1.1M

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook