Vou fazê-la acreditar na maior mentira já saída da minha boca, e que Deus me ajude a não fraquejar e cair aos seus pés, pedindo para que me perdoe por ter dito tamanha asneira. — Sinto muito, meu amor — pego o porta-retratos que contém a imagem de uma Jessica sorridente, enquanto faz carinhos nos nossos bichinhos de estimação — eles, por outro lado, a fitam com olhos sinceros de amor e devoção. A simples e espontânea imagem é tão perfeita, que nem se tivesse sido combinada sairia tão linda quanto saiu. — Um dia você vai entender – beijo o porta-retratos e o guardo dentro da minha gaveta, assim como faço todos os dias ao final do expediente. JESSICA — Desculpa, querida, agora não. Estou com uma terrível dor de cabeça – essa foi a resposta que ouvi da boca do Bruno, dada de modo distante

