Maria- Discutindo a Relação

1296 Words
Eu e Guilherme chegamos no ápice de um casal que está prestes a se separar,brigas todos os dias e pelos mais simples motivos. Ele critica tudo que faço mas como isso não me ofende e nem atinge mais, ele começou a atacar as meninas; principalmente Milena. -Erica sua ordinária,aonde você tá ? Foi desse jeito que ele me respondeu, aos gritos quando atendi sua ligação. -para de gritar filho da puta Falei entre os dentes porque Sabrina estava próxima. Sai pra área da piscina e coloquei Guilherme em seu lugar,mas o desgramado parecia bêbado. -voce bebeu seu puto? Ele riu -voce tá bêbado com as suas filhas em casa? -diz você que elas são minhas né...vai saber Ele cuspiu as palavras em mim -desgraçado Rosnei como um cão de guarda prestes a atacar -a Mirella eu até acredito que seja... Ele fez uma pausa e logo depois ouvi um arroto,que homem nojento Guilherme se tornou. -agora a Milena eu tenho minhas dúvidas Deixei uma lágrima escorrer de ódio -ouve bem Guilherme,o maior arrependimento da minha vida... Limpei a lágrima de qualquer jeito -foi o dia em que olhei na sua direção. Ele ficou mudo do outro lado da linha -quem dera fosse verdade,que minhas filhas não tivessem o seu DNA. Desliguei a chamada com ódio, mas de mim; porque não tomava a decisão de largar aquele bosta. Precisei ser forte pra não deixar as meninas perceberem minha dor. Eu sempre fui mais reservada mas depois da depressão, isso ficou mais forte em mim. Sei que dei trabalho para as meninas e por isso hoje evito incomoda las com os meus problemas. Cheguei em casa e fui recepcionada por Guilherme roncando no sofá, era visível que ele estava muito bêbado. Fui direto procurar as meninas e quando tentei abrir a porta, me deparei com a mesma trancada e estranhei. Temos uma regra de nunca trancamos a porta do quarto delas, bati duas vezes e elas não se manifestaram. -Mimi é a mamãe, abre a porta Ouvi passos do lado de dentro e logo a porta se abriu. Fui agarrada pelas pernas,cada uma em uma e fiquei imovel.Era visível o medo e o alívio nelas. -mamãe... que bom que você chegou Mirela disse - é a gente tava com medo Milena falou quase escalando minhas pernas,me abaixei na altura delas com medo do que ia ouvir. - papai bebeu muito mãe Mirela falou mas não em um tom de acusação, o amor dela pelo pai era algo....preocupante - promete não deixar mais a gente sozinha com ele, quando ele beber ? Milena agarrou meu pescoço e disse baixo para que só eu ouvisse -ele fica estranho Meu coração doeu, não imaginava o quão s*******o Guilherme podia ser; ele tem lá seus problemas comigo mas ele nunca foi um pai, que colocasse medo nas filhas. Me ajoelhei e coloquei as duas de frente para mim,e olhando nos olhos delas, eu vi medo. Minhas filhas estavam com medo do pai. -filhas olha para mamãe, a mamãe promete nunca mais deixar vocês sozinhas com papai se ele beber tá bom? Elas concordaram com a cabeça -eu prometo As puxei para um abraço e pude sentir que Milena chorava. -o que aconteceu? Perguntei nervosa - o papai fez alguma coisa? Ela negou com a cabeça - O papai brigou com você,o papai bateu ... De novo ela negou -o que aconteceu, porque tá chorando meu amor? - ele só gritou com a Milena... Mirela enfim respondeu -mas foi só isso mamãe, eu defendi ela não foi irmã? Ela disse colocando a mão no ombro da irmã que chorava. - eu trouxe ela para o quarto e tranquei a porta. Mirela disse orgulhosa de si mesma - ele não gosta de mim mãe, ele sempre grita comigo. Mirela disse enxugando as lágrimas -isso não vai mais acontecer. Falei decidida - pode ficar tranquila a mamãe não vai deixar ele gritar mais tudo bem? Ali eu vi que era a hora de acabar com o meu casamento, deixar de lado o meu medo de passar necessidade ou de não dar conta do recado. Eu estava traumatizando as minhas filhas e elas não mereciam isso, então por elas eu iria de vez deixar Guilherme ; nem que para isso eu tivesse que pedir ajuda das meninas novamente. Incomodar minhas amigas não era o que eu queria, mas eu não podia mais viver desse jeito. Levei as meninas para cozinha e fiz um lanche para nós enquanto Guilherme continuava roncando no sofá. Isso mostrava o quão bêbado ele estava, voltei com elas para o quarto, coloquei os colchões no chão,unindo os e fazendo uma "cama de casal". Tranquei a porta e me deitei com elas dormimos, ao ver minhas filhas dormindo tranquilas e se sentindo seguras perto de mim; eu vi o quão egoísta eu estava sendo. Eu estava pensando somente em mim, com a desculpa de que estava pensando nelas mas isso iai mudar. Elas sempre serao prioridades para mim e o bem estar delas, vem em primeiro lugar. De manhã -bom dia pai Mirela disse toda sorridente para o pai, que abaixou e beijou a cabeça dela. Já Milena ficou caladinha tomando seu leite com nescau. -nao tá vendo seu pai Milena? Ele perguntou todo grosso -oi pai Ela respondeu baixo. -nao é oi, é bom dia que fala. Ele se sentou na cadeira sem dar o mesmo beijo que deu na mais velha. -cumprimenta direito Ele continuou resmungando enquanto pegava café -bom dia pai -bom dia Ele olhou pra mim -e você aí,não tá vendo seu marido? É por isso que ela tá assim, m*l educada igual a mãe. Nem respondi porque logo bateram na porta. Me levantei já sabendo quem era. -oi amiga cadê as pestinhas? Sabrina disse me abraçando -nao chama minhas filhas assim, sua sonsa. Respondi rindo, ela sempre põe apelidos feios nas meninas mas sei que as ama. -dinda Sassá Milena veio correndo e se jogou no colo da madrinha e claro Mirela veio atrás e se agarrou nas pernas. -oi monstrinhas lindas que eu amo. Ela se sentou no sofá e beijou as duas colocando uma em cada perna. -quem quer ir pra escola de BMW hoje? Ela perguntou e vi os olhinhos das meninas brilharem -EUUUUU Elas amam esses mimos que Sabrina faz. -que gritaria é essa de manhã cedo na minha casa hein? Guilherme apareceu de braços cruzados na soleira da porta. -a tia Sabrina vai levar a gente pra escola no carrão dela pai. Mirela disse quase gritando de tanta animação,ele bufou . -tu gosta de se aparecer né? Ele disse já saindo da sala, coloquei minha mão no ombro de Sabrina e pedi sem som para que não revidasse. -vai lá pegar a mochila de vocês meninas Pedi e as duas saíram correndo. -como você aguenta cara? Respirei fundo -nao tô aguentando mais Ela me olhou seria -foi por isso que me mandou mensagem as 3 da manhã? Ela perguntou e concordei com a cabeça -almoça comigo hoje, senão me abrir com alguém acho que vou surtar -claro. As meninas voltaram correndo, me beijaram e saíram com Sabrina que dá porta me lembrou. -eu te amo e você pode contar sempre comigo. -te amo também, e obrigada. Assim que ela saiu Guilherme apareceu -nao gosto das minhas filhas com essa exibida Disse rancoroso -e eu não gosto das minhas filhas com um bêbado, e foi isso que aconteceu ontem não foi Guilherme? Cruzei os braços e ele olhou pro chão, envergonhado -isso nao...não vai... Ele coçou a cabeça -isso não vai mais acontecer -realmente Guilherme, não vai acontecer de novo porque eu vou embora dessa casa com as minhas filhas. Ele arregalou os olhos mas nada do que ele diga me fará ficar.
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