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Vogas Narrando Saí da casa do Paquetá naquela noite com a cabeça cheia. Engraçado como uma conversa de algumas horas conseguia fazer mais barulho dentro da cabeça da gente do que um dia inteiro resolvendo problema. E o meu dia tinha sido uma merda. A boca tinha dado trabalho desde cedo. Tinha gente cobrando, gente querendo resposta, problema que apareceu onde não devia e coisa que eu precisei resolver antes mesmo de conseguir parar para comer. Era a rotina. Eu já estava acostumado. O que eu não estava acostumado era sair da casa do Paquetá daquele jeito. Pensando nele. Pensando na conversa. Pensando em Veridiana. E, principalmente, pensando no fato de que ele finalmente tinha falado sobre aquilo. Durante anos, eu fui até a casa dele praticamente todos os dias. Entrava. Passav

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