Paquetá Narrando A noite já tinha caído fazia algumas horas quando meu celular tocou em cima da mesa do escritório. Olhei para a tela. Vogas. Atendi. — Fala. — Tá ocupado? — Sempre. Ele soltou uma risada do outro lado. — Posso passar aí? — Pra quê? — Fumar um baseado e conversar. Hoje o dia na boca foi uma merda. — Brota. — Já tô indo. Desliguei e voltei a encarar o computador. Não demorou muito para eu ouvir a porta da casa sendo aberta. Vogas não precisava anunciar a chegada. Entrava como se a casa também fosse dele. Alguns minutos depois, apareceu na porta do escritório. — E aí, chefe. — Entra logo. Ele entrou, se jogou no sofá e me encarou. — Como foi o dia? — Cheio. — Alguma merda? — Várias. Começamos a conversar sobre a boca, sobre alguns problemas que tinham

