O mundo lá fora explodiu em flashes brancos assim que a porta do Audi se abriu. Eu pisquei, momentaneamente cega. O barulho era ensurdecedor, gritos de repórteres, o clique frenético das câmeras e o murmúrio da multidão que se aglomerava na entrada do Palácio da Justiça. Senti uma mão quente e firme na minha lombar. Juan. Ele me guiou para fora do carro com a calma de quem caminha pelo jardim de casa, e não por um corredor polonês de mídia hostil. — Cabeça erguida — ele sussurrou no meu ouvido, os lábios roçando na minha pele, invisível para as câmeras, mas elétrico para mim. — Eles sentem o cheiro de medo. Endireitei a coluna. A seda vermelha do meu vestido farfalhou contra as minhas pernas, a f***a abrindo-se a cada passo, revelando a sandália dourada e pele nua. Senti os olh

