O acaso

1070 Words
Abi Saio de perto daquele babaca o mais rápido possível para ele não ver as lágrimas que insisten em cair. Ainda escuto Pietro gritando um monte de merdas e consigo ouvir a risada irritante da Nicole e de suas amigas, o clube das loiras. Esfrego com força as mãos nos meus olhos para fazer essas malditas lágrimas pararem. Corro até o banheiro como uma menina, mas, antes de entrar, lembro-me do que aconteceu comigo da última vez aqui e acabo desistindo de me esconder lá. Olho para trás e percebo que Pietro está vindo na minha direção; minha única alternativa é seguir para o fundo daquele lugar escuro. ​Eu sentia um ódio grande de mim mesma por ser uma i****a apaixonada por homens escrotos como o Pietro. A minha adolescência inteira ele me infernizou na escola; eu pensava que era apenas coisa de adolescente, mas ele me despreza e eu nunca fiz nada contra ele. Continuo andando pelos fundos da boate e olho para trás: Pietro ainda me segue. Aqui parece ser a área dos fumantes; há pessoas fumando, transando e usando drogas. O homem moribundo que vi no bar está no canto, encostado na parede; ele parece bem bêbado ou drogado, mas vou usar isso para escapar do Pietro. ​Vou em direção ao homem de cabelos escuros e olhos castanhos. Ele usa um terno um pouco amarrotado, mas, mesmo assim, posso ver que tem um corpo bonito. Chego perto dele o suficiente para sentir seu hálito de uísque e vejo seus olhos se fixarem nos meus. Antes que eu mude de ideia, seguro sua cabeça, puxando sua boca para a minha. No começo, ele mantém a boca fechada, mas eu insisto e ele abre os lábios, dando acesso total para mim. Antes que o ar acabe, eu o solto. Ele me olha com espanto e raiva, dizendo ríspido, com os olhos fixos na minha boca: ​— Você está louca para beijar as pessoas à força? ​— Desculpe! Acho que foi o álcool — minto na cara dura e me viro para ir embora. ​— Você não devia brincar com fogo, acaba se queimando — ele fala essas palavras, pegando-me pelo braço e me encostando na parede, cobrindo-me com seu corpo grande. ​Seus olhos se fixam nos meus e, dessa vez, ele inicia o beijo. "Selvagem" é assim que consigo descrever o seu beijo; minhas mãos parecem ter vontade própria, porque em poucos segundos percorrem todo o seu corpo. Sinto seus dedos atrevidos na minha v****a, que está totalmente encharcada. Envolvo minhas pernas na sua cintura para ele ficar bem no meio delas, e consigo sentir o quanto esse homem está e******o. É como se meu corpo se encaixasse no dele enquanto me esfrego no seu mastro. Ele me beija e me aperta, meu corpo fica em chamas cada vez que sinto seu m****o roçando na minha calcinha — mesmo estando dentro da calça, dá para perceber que é bem avantajado. ​Ficamos nos pegando como se o mundo fosse acabar. p***a, isso é muito bom, e pela primeira vez desejo me entregar a um homem. Ele aperta minha b***a, puxando-me contra o seu quadril. Um gemido sai dos meus lábios e um desejo avassalador toma conta do meu corpo. Sua voz rouca fala no meu ouvido: ​— Vem ser minha p**a, deixa eu te f***r a noite toda. ​Ele diz palavras sujas no meu ouvido e, em vez de achar r**m, fico ainda mais excitada. Tudo o que quero é me entregar para ele aqui mesmo. Sua boca me devora enquanto seus quadris se esfrogam em mim. Eu colo na sua camisa para o meu corpo ficar ainda mais colado ao dele. De repente, ele me solta e, antes que eu possa protestar, puxa-me pela mão para a saída dos fundos. ​— Ei, espera! Onde está me levando? — pergunto ainda ofegante. ​— Para a minha casa — ele fala, levando-me até o seu carro. ​Ele me beija e abre a porta para eu entrar; depois, entra do lado do motorista e dirige em disparada, com uma mão no volante e a outra na minha coxa. Parece que estou enfeitiçada, porque estou aceitando tudo. Na verdade, desejo fazer isso para esquecer o maldito Pietro, que me humilhou a minha vida inteira. Saio dos pensamentos quando o carro para em uma antiga casa que fica a quilômetros da propriedade da minha vó. Ele abre a porta e, assim que saio, sou recebida com beijos quentes. Ele me pega no colo, levando-me para o seu quarto. Sinto um frio na barriga, só que é muito tarde para me arrepender. Ele levanta meu vestido; eu seguro com as duas mãos, com um pouquinho de medo, e digo: ​— Eu nem sei quem é você — falo apreensiva. ​— Meu nome é Lourenço, e o seu? — fala sorrindo. ​— Abigail — respondo, pegando na sua mão, e ele me puxa para a cama. ​Lourenço começa a tirar a roupa e, quando meus olhos veem seu corpo nu, um medo toma conta de mim. Seu corpo é musculoso e coberto por tatuagens. Ele percebe e diz: ​— Está com medo de mim? — pergunta preocupado. ​— Não, é que você tem muitas tatuagens — falo um pouco envergonhada. ​— Não precisa ficar com medo, eu nunca vou te machucar — ele fala, beijando meu pé, e sua boca vai subindo em direção às minhas partes íntimas. ​— Deixa eu sentir seu gosto — ele fala, abrindo minhas pernas. ​Eu penso: ele não é um mafioso, qual a chance de eu cruzar com um homem desse?, mas, quando vi suas tatuagens, lembrei-me da história que minha vó sempre contava quando eu era criança. Quando percebo, já estou sem calcinha. Este homem é quente como fogo, sua boca é maravilhosa e suas palavras obscenas me fazem gozar. ​— Goza na minha cara, gostosa! Me dá seu mel, me lambuza nisso — ele fala enquanto eu me desmancho na sua boca. ​Minha v****a está em brasa, querendo mais e mais. Ele tira meu vestido e seus olhos admiram meu corpo, deixando-me envergonhada. Coloco as mãos para tapar meus p****s, mas ele as afasta, dizendo: ​— Você é linda demais, não se cubra, deixe-me te admirar — ele fala, colando seus lábios nos meus.
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