_ Suzi está chateada com Jake, ele aparece quase todas as noites descaradamente, sem o mínimo de vergonha e bêbado, caindo sobre ela e chamando por Ana, mas, dessa vez, ela o deixa do lado de fora, porém o seu coração por dentro sangra, ela não quer o fazer sofrer, mas, ele não liga de fazer isso com ela, e já o havia demonstrado isso, Casey acorda com os gritos do irmão na porta e batendo como louco, chamando por Ana, ele levanta e vai até Suzi, vê que ela chora e abaixa para falar com ela.
- Suzi, o que foi? Por que chora?
_ Ela olha para ele, seus olhos extremamente negros e preocupados com ela, ele segura suas mãos e a chama para sentar, ela ainda soluça, mas, fala, por fim.
- É que eu amo o seu irmão, falei para ele e se desfez de mim, ama Ana e ela, não gosta dele como eu, se meteu na cama dela, semanas atrás e agora, ele vem quase todas as noites bêbado atrás dela.
_ Ele olha para a porta e para ela, nota-se que está sofrendo e ele só pode fazer uma coisa, pega o telefone e liga para a irmã e para a mãe, conta o que ele vem fazendo e elas vem buscá-lo, não demora e aparecem no apartamento de Suzi, elas o pegam e chamam por Casey, mas, ele diz que ficará com ela e pela manhã irá para casa, para não deixar Suzi só, ele chama um táxi e pega as chaves do carro do irmão, diz que levará o carro dele para casa e ajuda a colocá-lo no táxi, logo ele volta com Suzi e pergunta se ela está melhor, ele a leva para a cama e deita com ela, confortando-a até amanhecer. Casey faz o café para ela cedo e sai, deixando um bilhete, Suzi acorda horas depois e se arruma para trabalhar, mas, vê o café e o bilhete ali, ela o pega e lê, "- Que a sua manhã seja cheia de borboletas-azuis, como os seus olhos…", ela sorri e manda uma mensagem para ele sorrindo, que ele devolve com uma carinha sorridente, ela come e vai para o trabalho e quando chega, passa direto para a sala de Ana, no oitavo andar, ela quer falar sobre o que aconteceu. Ana a recebe e vê que Suzi passou a noite chorando, sentam para conversar e ela pergunta de Josephine, Ana diz que ela viajou e que voltará apenas na próxima semana, então está sozinha.
- Fala o que passou ontem, espera, Jake mais uma vez não é?
_ Ela confirma com a cabeça e sua amiga diz que ela deve arrumar alguém para cuidar dela, alguém de verdade, mas, Suzi não consegue, não tem ninguém que a interesse.
- Suzi, assim você vai ficar solteirona.
_ No meio da conversa, Marcelle entra na sala e diz que Jake chegou fazendo escândalos por não conseguir falar com Ana e demitiu a secretária de Suzi, ela fica possessa com ele, ligando imediatamente de seu celular.
- Qual é o seu problema? Você não pode demitir ninguém sem o conselho votar, ainda mais da administração!
_ Ele começa a xingar Suzi e Ana não vê outro remédio que não o colocar em seu lugar.
- O que quer Jake? Pelo visto terei que pedir restrição não é mesmo? Pois bem, irei dar queixa de você, agora seu pai não está aqui e você não manda em nada mais.
_ Ana desliga e pede para um policial subir ao prédio, Suzi diz para ela não fazer que será um escândalo, mas, ela diz que é a única maneira. Assim que o policial chega, ela diz que Jake a persegue em todo lugar, que não a deixa em paz e que está sobrepassando com os funcionários e muito agressivo. Os policiais descem para falar com ele e o mesmo os expulsa do prédio, sendo levado por ofensa. Suzi desce para trabalhar e lembra que Casey está procurando emprego, ela liga para ele e o chama para ser assistente, pelo menos com o irmão, Jake não se sobrepassa. Casey vai como uma bala para o prédio, ele assina o contrato e começa já a trabalhar, Jake passa uma semana preso, quando volta dá de cara com o irmão trabalhando com Suzi, contratado por Ana, para piorar, ele não gosta nada, mas, não critica. Um mês após a viagem de Josephine, ouve complicações na filial da Europa, ela não pôde voltar e Ana deve encontrar com a filha dela, René, que ela ainda não teve a chance de conversar após a reconciliação com Josephine, mas, elas têm se falado por celular e reuniões digitais e estão se dando bem como profissionais, Ana participará de um evento social da empresa de Josephine, o problema é que os vampiros que estarão lá, são perigosos e ela deve ir, mas, René explica que ficará com ela todo o tempo. Ana vai para a mansão, ela espera que Josephine chegue a tempo para encontrá-las por lá, mas, não é certo ainda. Ela chega a mansão e é recebida por Marlos que a manda entrar e aguardar por René, que traz o vestido que Josephine mandou para ela usar. Ana lê o bilhete que expressa cuidado até que ela chegue, e que fique com René o tempo todo, mas, a moça não gosta muito de Ana e ela tem que saber como melhorar isso, então no carro, ela pergunta para a vampira se há algum problema, René diz que sim e vai contar.
- Ana é o seguinte, como profissional, eu te admiro e adoro o seu trabalho, mas, como pessoa, fez a minha mãe provar um veneno, ela ficou arrasada, quando a destratou daquela maneira e agora está apaixonada por você, ela te dá tudo e não sei se você a ama também, nunca veio aqui e não sei nada de você como pessoa, a minha mãe sofreu bastante, ela não precisa mais disso.
_ Ana entende o que ela fala, pois se sentiu m*l também por isso, mas, não foi por querer e deve explicar a ela, para não pensar que é uma golpista!
- René, eu sou sincera em dizer que não sei se amo Josephine, mas, sinto por ela algo que nunca senti antes, não sei o que é amor, porque nunca namorei ninguém de verdade, apenas uma vez, mas, o ser manipulou os meus sentimentos.
_ René sorri, ela diz que era um sereio, Ana sorri e diz que sim, pergunta como ela sabe, ela diz que passou pelo mesmo e quase casou com ele, mas, Josephine quebrou o encanto e ela diz que passou até da conta com ele.
- Não me diga que era o Caio!
_ René sorri e diz que sim, então as duas passaram pelo Caio.
- O que você sentiu quando fez amor com ele, Ana?
_ Ana cora, ela não esperava esta pergunta e responde envergonhada.
- Nunca fiz, nunca fiz com ninguém!
_ René sorri para ela e senta ao seu lado, ela abraça Ana e diz que sente orgulho, isso prova realmente que ela não foi má com sua mãe, só que não tem experiência com relacionamentos. Ana pede para ela não contar a Josephine, pois quer ela mesma contar e a garota concorda com ela. René conta a história de sua vida para Ana, ela conta que Josephine é sua mãe adotiva, que a salvou quando era criança, de morrer, pois sua mãe fora atacada por homens e foi trabalhar para Josephine, mas, adoeceu gravemente após anos, iriam se casar, mas, naquele tempo era tudo complicado, pois relacionamentos com pessoas do mesmo sexo eram recriminados, mais que hoje em dia, mas, que Josephine não ligou e cuidou dela até a morte, a cuidou como sua mãe após a morte de Hanna, sua mãe biológica.
- Seu nome lembra o da minha mãe, ela não quis ser vampira e para não me perder, Josephine me transformou, naquele tempo a peste matava muito, quase morri também.
_ Ana chora ouvindo a história e sabe agora porque Josephine se apaixonou por ela, ela ama humanos.
- Você gosta de ser vampira?
_ Ela diz que sim, já tem mais de cem anos e nenhuma ruga e pode ficar com quem quiser e se alimenta apenas de sangue, não é como Josephine, mas, ela está viva e ama sua mãe, elas sentem o carro parar e descem, René dá as dicas para Ana e ela age como a garota manda, para não ter erros, não pode ficar só! Ana anda com René, encontra uns vampiros na entrada e eles usam máscaras, então René pega uma e entrega a Ana, ela coloca e combina com o seu vestido n***o de plumas, que mostra um decote em "V", mas, que cai nos quadris, com calda sereia e os cabelos longos presos e com uma tiara que envolve os cabelos em um coque espiral, o vestido é de mangas longas, mas, cai nos ombros, ela está deslumbrante, apenas com um colar de brilhantes e brincos pequenos brilhantes também. Os vampiros em volta conversam e cumprimentam René e ela, logo um vampiro da política se aproxima, ele sente o seu cheiro e senta na mesa delas para conversar, ela diz não saber muito de política e o vampiro insiste me falar com ela, René diz que ele deve manter respeito e distância, pois ela está com sua mãe, ele levanta e pergunta se é um lanche para ela e René pega Ana e a leva pelo braço para um lugar isolado, elas vão para uma parte do museu que há umas pinturas e obras de arte que René mostra a Ana e ela se encanta, ela se distrai enquanto a vampira atende a ligação do namorado, anda observando as obras e acaba se afastando de René, não conta que a espreita, está um vampiro sedento de sangue que a observa desde o momento que chegou no evento!