Encontro perigoso- A rainha!

1022 Words
_ Após entrar no restaurante, Ana e Josephine seguem para a mesa reservada, o metre a elogiou e a vampira não gostou muito pelo que parece, ela chegou a ameaçá-lo e Ana ficou um pouco desconfortável com isso, resolve perguntar. - Josephine, realmente, havia necessidade de ameaçar o rapaz? _ A vampira ri da pergunta de Ana, ela o chama e não responde à pergunta com palavras, mas, com ações na mesa, frente a ela, o rapaz se aproxima, sério e calmo! - Pedro, mais uma vez boa noite, a minha convidada se preocupa com a sua vida, pensa que o matarei em breve, pode respondê-la por favor? _ Ana olha para ela incrédula e logo para o metre, ele sorri e mostra as presas, ela percebe que se preocupou erroneamente, logo dá um sorriso fraco e sem vida, vampiros tem um humor quebrado e ela não se acostumará com isso tão rápido. - Senhorita, somos velhos amigos, sou o metre, também dono deste restaurante, este andar é apenas para amigos e sócios, vampiros claro, às vezes um humano ou outro, como a senhorita! _ Ana agora está mais assustada que nunca, o que será que acontece ali? Já que às vezes trazem humanos e só vem vampiros? Ela nem quer perguntar, mas, sua expressão a entrega! Josephine percebe que ela está desconfortável e pede para Pedro trazer o cardápio e um bom vinho tinto, ele sugere um prato quente para Ana e para Josephine, um especial da casa, que ela agradece educadamente e ambas o veem partir dali! - Ana, o que pensa que acontece aqui? Percebi em seu olhar que ficou desconfortável, mas, deixe-me contar-lhe algo, há muitos anos os vampiros não jantam humanos, sabia? Por mais que seja um restaurante para vampiros! _ Ana afirma para ela que ainda teme o lugar, ela não está habituada e tudo isso parece-lhe muito repentino e absoluto, ela treme e Josephine vê, mas, segura sua mão calorosamente, passando confiança para sua convidada, Ana desabafa! - Eu quero pedir desculpas pela minha deselegância, mas, nunca entrei em um lugar assim e ao ver que o Pedro é o dono deste restaurante, me passaram várias coisas pela cabeça! _ Josephine sorri, ela gosta da franqueza de Ana, já que explica que muitas vezes isso lhe passou e não dessa maneira, mas, de uma maneira fingida e explosiva! - Ana, não precisa pedir desculpas! Sei que teme algo, mas, já sei como lidar com isso e me deixa te contar umas experiências que tive em restaurantes humanos e por que sugeri ao Pedro que abrisse este exclusivo e para humanos também! _ Ana sorri, mas, um sorriso envergonhado, mais uma vez, por sugerir que ali aconteciam carnificinas, ela não sabe onde enfiar a cara e está morta de vergonha, mas, Josephine ainda segura sua mão, então nem tudo está perdido, ela decide então segurá-la de volta, delicada e calorosa e o olhar da vampira brilha intenso quando começa a contar uma de suas muitas histórias! Ela conta que durante a sua vida e o estabelecimento dos monstros na cidade, aconteceram alguns fatos com ela que nunca mudaram, muitos deles em relação ao seu dinheiro, pois, ela como uma rainha escandinava antiga, teve que se ajustar ao comportamento de outras pessoas e da tecnologia que apenas avançava com o passar das eras. Ela sempre foi uma moça rica, de família nobre e casou-se por várias vezes, mas, o amor não estava incluído no pacote e sim, negócios e dinheiro. Quando se casou pela primeira vez, ela viveu até os vinte e cinco anos, era casada com um rei velho, mas, que tinha suas andanças, ela havia casado cedo demais, com apenas quinze anos e naquela época foi o negócio mais importante de sua família, pois, ela havia se tornado rainha por fim, mas, ela deveria se submeter ao que o rei queria e ele era dominador, c***l e ao consumar o casamento a machucou muito. - Nossa! Não imaginava que sua vida como rainha havia sido tão c***l, eu sinto muito! _ Ana fala com uma feição triste e desolada, mas, Josephine sorri contente, ela nota que Ana realmente sente empatia por ela e por sua história, dá uma breve pausa a história, pois, Pedro se aproxima com os pedidos, ela sabe que Ana está faminta! Ele as serve e a garrafa de vinho que traz para Ana e Josephine estão em um richô pequeno de mesa no suporte do vinho, ambas separadas, pois, são "safras" diferentes. Ele as serve e se retira, deixando-as novamente com o que estavam fazendo. - Como está o seu vinho querida? Espero que goste! Prove, enquanto isso continuo a história. _ A vampira lhe pergunta educadamente, Ana prova e diz que está excelente, ela aguarda a continuação de Josephine sobre a história, continua contando que contraiu uma doença mais adiante, nos primeiros anos de casamento, chegando aos vinte e cinco, quase uma leprosa, com muitas feridas pelo corpo e suas partes íntimas destruídas, ela teve um bebê, mas, este veio a óbito, pois, contraiu a doença dela, como não podia ficar sem rainha, o rei colocou uma amante em seu lugar e ambas faleceram. - Espera, como você faleceu e voltou a vida como vampira? Não faz sentido algum! Sua história não foi como a do Drácula? _ Josephine ri, ela vê que Ana é muito sonhadora e romântica, não vê a maldade, mas, ela lhe dá um palpite. - Como acha que me tronei isso? Sabe Ana, que nem eu mesma sei? Costumo dizer que foi uma segunda chance, pois não fui enterrada, tampouco cremada, mas, mumificada e isolada no mausoléu aos fundos do castelo! _ Ana se surpreende provando o prato que chega, uma entrada com ostras deliciosas marinadas, Josephine a observa comer e pede uma prova, ela se surpreende, colocando a comida em sua boca, a vampira sorri com a interação romântica que Ana não percebe! E continua a história. - O mausoléu encheu de água, não sei se pelos medicamentos da época, ou pela água, ou até mesmo os espíritos, mas, acordei, retomei o meu lugar.
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