_ Josephine conta para Ana a sua história, de como se tornou rainha, logo sua morte triste e a perda do seu filho, Ana se comove, ouvindo a história dela, Ana cria mais sentimentos com Josephine e isso nem é o começo, ela continua contando o que aconteceu após ser enterrada e acordar perdida ao reviver!
- Então você voltou para o castelo Josephine? Mas, o rei já estava casado ou ainda de luto?
_ Ela vê Pedro se aproximar com o prato principal e pede para Ana esperar um pouco, neste momento Ana se dá conta que ela comeu ostras e se questiona por que ela não passou m*l, ou coisa parecida, ela resolve perguntar!
- Josephine, você comeu ostras, mas, deveria apenas se alimentar de sangue, não é isso? Como conseguiu comer?
_ Pedro olha para ela e sorri, ele comenta com a amiga.
- Ela é uma menina inocente mesmo, não é?
_ Josephine sorri e diz que sim, ela está descobrindo o mundo vampírico ainda e até o momento, vem se surpreendendo mais, mas, que estará familiarizada em breve! Pedro sorri e se afasta da mesa, as deixando sós para continuar com sua pequena reunião.
- Bom, este é mais um ponto bem observado, Ana, sim, eu como comida humana, mas, não me dá a força que preciso, não me alimenta, apenas sacia um desejo e me faz parecer normal, me ajuda a disfarçar quando estou em público e não assustar as pessoas!
_ Ana sorri tranquila, mas por dentro anseia saber mais, ela pergunta sobre a história e pede para a vampira continuar, Josephine obedece. Ela conta que chegou de surpresa, que o rei estava em seu salão dando uma grande festa, quando ela entrou pela porta imensa, aplaudiram e celebraram o casamento, mas, quando a viram entrar, se calaram e todos ficaram de queixo caído, ela podia ouvir os sussurros, todos comentavam que ela havia fingido a morte, que o rei armou tudo para possuir todas as meninas do reino, que ele era um pervertido, que as feridas dela, ele havia causado e ela apenas seguiu para perto dele, quando ele a viu, ficou pálido e mandou que cancelassem as celebrações, pois a sua querida rainha estava lá, que ele não se casaria, pois havia acontecido um milagre, ela então com muita raiva, sabendo o que lhe tinha passado, não ficou quieta e mudou as coisas no reino naquele dia, pois havia voltado dos mortos e os sacerdotes da igreja que a velaram, não entendiam como estava ela ali, linda, como se não houvesse falecido de forma monstruosa e parecendo ainda ter quinze anos, eles a acusaram de bruxaria e ela foi levada a corte, mas, se deixou levar, o rei com medo a defendia, pois tinha medo da morte certa e com a sua volta, a doença que lhe matara antes, agora o mataria, lento e doloroso, como foi com ela!
_ Os sacerdotes da igreja não conseguiram provar a feitiçaria, pois ela continuava a comer comida humana, mas, em seu leito, numa câmara escondida, ela provava os prazeres do sangue humano depravado dos criminosos do seu reino, ela começou com os assassinos que caçava, logo, ela começou a vigiar os sacerdotes e os descobriu em casas noturnas, muitos deles praticavam atos com crianças e ela começou a fazer justiça com as próprias presas e o seu julgamento terminava em morte, ela descobriu que podeira criar vampiros da pior maneira possível, e uma menina que ela encontrou morrendo após ser abusada por um dos padres, em desespero lhe pediu ajuda, ela quis fazer e pingou seu sangue na ferida da menina, viu que não bastava e deu para que ela bebesse um pouco, lhe restaurando por dentro. Ela treinou a garota para não matar em vão, a criou como sendo sua filha, tinha apenas quatorze anos, elas julgavam e conseguiam as confissões dos monstros que matavam e o seu sangue, era coletado para beberem durante os dias.
- Mas, matavam sempre? Porque existem muitos homens ruins, já mataram alguma vez homens inocentes, acusados de crimes, sem machucar ninguém?
_ Pergunta Ana, ela quer saber se o plano dela era eficaz e conta que assistia os julgamentos sempre, prestava atenção nos detalhes, comportamento dos julgados, e disse que na maioria das vezes, as mulheres eram acusadas injustamente e ela as salvava, enquanto o rei definhava e ela nada fazia para salvá-lo, pois ele era o pior abusador e assassino, ela o deixou morrer como ela morreu um dia, assim que ficou viúva, sua corte, conselheiros e o povo exigiu seu casamento, mas ela relutou por um tempo, aceitou e naquele tempo ela ainda tinha fé nos homens, casou-se várias vezes, mas, os homens não eram como diziam, ela se apaixonou muito por cada um que a conquistava, logo percebeu que era uma tática para estarem no poder e parou de caçar amor, apenas negócios e ela se apaixonou por um único que viveu com ela por pouco tempo, mas, foi o rei mais gentil que ela pôde ter ao seu lado, ela não morria e não conseguiu salvá-lo, pois quando ele faleceu, estava em guerra e apenas seus restos chegaram até ela.
- O que fez depois Josephine?
_ Ela responde triste em lembrar do seu primeiro amor verdadeiro.
- Apenas segui, naquele tempo Ana, não tive muitas opções e já haviam passado séculos de casamentos falidos, de maridos mortos que eu mesma ceifei, mas, ele, não tinha outro igual, era um homem maravilhoso e não chegamos a passar três anos casados, enfim, eu larguei o reino de lado, e vivi trancafiada em minha solidão, meus súditos sofreram o meu abandono por anos a fio.
_ Ana chora com a história, pergunta o que houve depois e ela conta que, enfim saiu em uma noite para caçar e nessa época, já nos anos quarenta para cinquenta, ela passava por um terreno e ouviu uma luta, uma mulher corria para se defender de homens que a atacavam, o mais grave, é que havia um bebê ali, ela teve que intervir imediatamente.