Nem tudo é o que parece!

1764 Words
_ O dia passa rápido e chega a hora do encontro, alguém bate na porta, é Suzi com uma caixa enorme, ela entrega para Ana, intrigada pergunta o que pode ser, mas, na caixa diz que Ana deve abrir sozinha e Suzi infelizmente não poderá ver o que é, Ana pede para ela sair e trancar a porta, ela o faz e sai da sala, se despede e diz que a espera em casa, ela acena para a amiga e diz que tudo bem. Ana abre a caixa, há papéis de seda envolvendo que há no pacote, um bilhete com dedicação a ela, que o pega e lê com surpresa em seu rosto. "- Ana Olivier, espero que goste desse mimo, é um presente, adequado para o encontro de hoje e quero que o use, exijo que o use!" _ Ela tira o papel de seda que cobre o presente e debaixo dele está um belo vestido azul, de alças finas e decote reto, o vestido é longuete, chegando a altura do joelho e uma a******a até a meia coxa, bem justo, o tamanho certo dela, abaixo do vestido há também um sapato escarpam de bico fino, seu tamanho também e uma lingerie, apenas a calcinha, fio dental preta com lantejoulas azuis brilhantes. - Nossa, combina perfeitamente com o vestido, mas, não entendo porque devo usar, apenas estarei ali para observar, nada mais que isso. _ Pensando no que fazer, ela recebe uma mensagem de texto, informando que deve estar pronta em vinte minutos, pois a limusine a pegará em frente ao prédio, ela olha para o relógio e corre para se arrumar, após vestir a roupa e o sapato que ganhou, ela prende o cabelo em um coque elegante e coloca um par de brincos longos de brilhantes. - Sem colar, não tenho nenhum que sirva para esta ocasião! _ Ela sai correndo para pegar o elevador, nele aproveita para passar um rímel e batom vermelho, nada mais, ela não gosta de maquiagem, assim que as portas se abrem, ela vê o carro parado lá fora e segue para entrar, Marlos a cumprimenta e abre a porta para ela entrar, vão em silêncio até o Pub mais chique da cidade, ela entra e todos olham para ela como se fosse uma atriz famosa, ou algo assim, na recepção, ela pergunta por Josephine e o garçom a leva até o bar e ela lhe aguarda, sentada e belíssima. Seus cabelos longos presos em um r**o de cavalo exuberante, terno preto e camiseta vermelha, ela usa calças jeans e saltos finos, joias impecáveis, bebe whisky. Ana se aproxima e ela levanta para recebê-la, estendendo a mão e a beijando, como se fosse um cavalheiro e ela sua princesa, mas, Ana baixa sua mão, a cumprimentando como se fossem amigas, um beijo em cada bochecha, e sussurra. - Não esqueça que você também é mulher e aqui, somos parceiras de negócio! _ Josephine sorri, ela olha para os lábios de Ana, parecem cerejas doces e belas, pensa que devem ser saborosas. Ana senta ao seu lado no bar e pede um drink, olha mais uma vez para Josephine e pergunta onde está o vampiro que iria encontrá-la ali, ela responde com um sorriso malicioso. - O mandei embora, não era meu tipo, agora é só você e eu! Horas depois. _ Ana foi ao encontro de Josephine, a ideia era que ela assistisse e assessorasse no que pudesse dar errado no encontro, mas, Josephine descartou o primeiro pretendente e disse que não eram compatíveis. - Senhorita Josephine, me explica algo que não entendi. _ Ela olha para Ana, espera a pergunta para poder responder, seu rosto com uma expressão de tédio misturada com deboche, ela olha bem fundo nos olhos de Ana, não se mente estando tão próxima. Ela diz que Ana pode perguntar o que quiser. - Bom, como pode o pretendente não ter sido compatível se os dados mostraram o contrário? Pareciam ter tudo a ver! _ Josephine responde que o papo dele era estranho e que para um vampiro da alta sociedade, não tinha nenhum valor literário, poético, educativo e também era autoritário! - Certo, mas, você disse que o encontro estava marcado para as oito horas. _ Ana olha no relógio e vê que são apenas oito e vinte, ela veio mais tarde porque o carro chegou às oito em ponto para buscá-la. - São exatamente oito e vinte, não pode ter havido tanto tempo para conhecer alguém em quinze minutos! _ Josephine cansa do interrogatório e pergunta do que ela gosta, o que ela bebe, o que come, que horas dorme, sua cor favorita... Ana não entende porque dessas perguntas e olha para ela insatisfeita. - Senhorita Josephine, eu... _ Josephine a corta no meio da frase, um pouco altaneira e grosseira. - Não me chame de senhorita, me chame Josephine, me cansei do seu interrogatório e fiz algumas perguntas que não me respondeu, não posso saber quem é a minha relacionista pública? _ Ana toma como um insulto e diz a ela que isso não é nada cortês, pois ela veio como Josephine pediu, vestiu a roupa que ela mandou e ainda tem de ficar respondendo perguntas que ela não tem como responder. Ana não acha saída e diz que irá embora se ela não contar a verdade do que passou ali antes que ela chegara. - Muito bem, você quer a verdade, vou te contar! Mas, antes, vamos para uma mesa, quero pedir algo para você comer. _ Ana se n**a, Josephine pergunta porque ela não quer e Ana explica que neste restaurante há muitas pessoas que conhecem o seu patrão e a ela também, que prefere ficar no bar ou sair dali, pois pode parecer um encontro e ela não quer perder o emprego. - Ficamos aqui mesmo e vou pedir algo para você, pode ser assim? _ Ana concorda, quer saber o que ela tem para dizer, já que dessa vez é mais cordial. Josephine pede ao barman que traga uma bandeja de frios e o melhor vinho doce para Ana, ele aceita o pedido deixando-as a sós. Ana olha para ela esperando que fale o porquê de querê-la ali, já que não podem ter uma relação mais que de cliente e relacionista. - Ana, serei sincera, mandei o rapaz do encontro embora porque queria ficar só com você! Ele não era meu tipo e creio que nenhum será! _ Ana olha para ela intrigada e pergunta se ela não gosta de homens ou monstros do sexo masculino, ela diz que gosta, sim, mas, que neste momento seu interesse é em Ana. - Como assim, interesse em mim? Eu não gosto de mulheres, só da minha mãe, eu não saio com monstros, a única vez que namorei um, foi quando ele me encantou! Descobri tudo e terminei com ele. _ Josephine não se ofende com o comentário de Ana, acha até atraente, já que gosta jogo da conquista, ela sabe do sereio e deixa bem claro para Ana que não é como ele e se ela um dia chegar a gostar dela um pouco, verá que para uma vampira ela é uma verdadeira Lady. - Não duvido que seja, mas, não faz o meu tipo e estou fora para relacionamentos. _ Josephine sorri de canto, um sorriso leve e quase imperceptível, mas, Ana percebe. - Do que ri senhorita Josephine? _ Ela rápido fica séria, pois Ana lhe chamou de senhorita novamente. - Já te disse, me chame pelo nome. E quem disse que falava propriamente de relacionamento? Podemos apenas sair e nos conhecer mais, ninguém precisa saber! _ Ana está em choque, agora, sim, ela parece um homem falando, e passou dos limites! - Como assim? Sair e depois ver o que acontece? Acha que sou um brinquedo? Acha que saio por aí sem compromisso e que espero para ver o que rola, ainda mais escondido? _ Josephine não entende o que passa ali, ela pede para conhecer melhor e Ana não quer, diz que não quer relacionamento, então ela propõe algo que daria bem para as duas, mesmo assim ela não quer, vai entender a cabeça dessa mulher e Josephine agora está incrédula. - Você não sabe o que quer não é mesmo? _ Ana olha para ela confusa e levanta do banco, sai andando e Josephine a chama, ela não olha para trás e a vampira vai atrás dela, com educação é claro para não chamar atenção! Ana fica pensando quem ela é para propor algo assim, e sai bufando e batendo o salto novo no chão com força! - O que ela pensa que é para me tratar como qualquer uma? Jamais um homem falou assim comigo, quem dirá uma mulher o fará! _ Josephine alcança Ana na saída do restaurante, ela segura no seu braço e com a força que faz, Ana vira com tudo em cima dela, seus rostos tão próximos que Josephine pode sentir o hálito dela, Ana sente o perfume de Josephine e fecha os olhos para exalar o cheiro, quase cai e Josephine a segura. - Está vendo por que temos que nos ver novamente? Você me deseja tanto quanto eu e sentiu desde a entrevista na minha casa. _ Sim, Ana sentiu, ela sentiu mais que isso, é como se o destino a quisesse ali naquele momento para que se conhecessem, mas, ela não retrocederá numa decisão, não quer um relacionamento e não gosta de mulheres, ponto, é isso. - O que a senhorita e o meu chefe acertaram? _ Josephine olha para ela, sabe que deve a ela essa resposta, então lhe dá o que ela pede. - Ele e eu nos comprometemos que, serei sócia da empresa e também uma cliente de publicidade, claro que não tenho que sair com ninguém, isso fica ao meu critério, mas, exigi que você participasse para avaliar os encontros! _ Ana olha para ela, disso já sabia, quer saber quanto tempo isso irá durar, ela quer saber quando se verá livre disso tudo e poderá trabalhar em paz! - O que acertaram quanto ao meu tempo com esse "acompanhamento ridículo" dos seus encontros? _ Josephine sabe que serão poucos, então como ela realmente não quer aceitar a proposta, fala o óbvio, que ela não precisa saber, pois amanhã mesmo cancela o contrato! Ana agradece que ela tenha compaixão pelo seu serviço e lhe deseja boa noite. - Agradeço por me liberar desse suplício, espero que vá tudo bem nos seus encontros e, que a parceria dure muitos anos mais.
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