### 🎙️ CAPÍTULO 16: O Baile da Vitória e a Fúria do Dono
O Vidigal estava em festa. O baque dos alemães tinha sido esmagado, a traidora escorraçada, e a liderança de PH estava mais consolidada do que nunca. Para comemorar, o "Baile da Vitória" na quadra principal prometia ser o maior do ano. O som dos paredões de som estalava o subgrave no talo, fazendo o asfalto tremer com o funk proibidão. O cheiro de lança, maconha e uísque caro tomava conta do ar, enquanto os refletores coloridos cortavam a fumaça densa.
Na área VIP, o camarote do comando parecia uma fortaleza de ostentação. Garrafas de combo de vodca importada e gin enchiam as mesas de vidro. **Cabelinho** estava encostado no parapeito, o fuzil a tiracolo, bebendo e dando risada com **Carol**, que usava um vestido vermelho coladíssimo de franjas que balançava a cada movimento. O sub-chefe não disfarçava a mão boba na cintura dela, marcando território diante dos olhares dos cria.
Mas quem realmente parou o camarote foi **Alice**.
Influenciada por Carol, ela tinha deixado o visual de patricinha de lado por uma noite. Estava com um short jeans destroyed curtíssimo, um cropped preto de renda que realçava seus s***s fartos e um salto alto que a deixava ainda mais imponente. O cabelo n***o estava solto, jogado para o lado. Ela parecia uma rainha intocável, exalando uma sensualidade que ela mesma m*l sabia que tinha.
PH estava sentado no sofá principal, cercado pelos seus soldados de confiança. Ele vestia uma camisa de grife aberta até o meio do peito, exibindo os cordões de ouro maciço. O fuzil dourado repousava ao seu lado. Seus olhos negros e predadores não saíam de Alice desde que ela pisou ali. O orgulho de tê-la como sua mulher duelava com o instinto possessivo que fervia no seu sangue.
— p**a que pariu, cunhada, tu veio pra quebrar tudo hoje, hein? — Cabelinho brincou, dando um gole no copo. — O patrão vai ter que botar três soldados só pra escoltar essa tua marra hoje na pista.
Alice deu um sorriso tímido, mas que carregava aquela petulância que PH adorava. Ela caminhou até a borda do camarote, olhando para a multidão que dançava lá embaixo.
Foi aí que o problema começou.
Um playboy do asfalto, daqueles que pagavam caro para VIP de favela e achavam que o dinheiro comprava tudo, estava no camarote logo ao lado. O cara — loiro, forte, com camisa de marca e copo na mão — ficou secando Alice ostensivamente. Vendo que ela estava "sozinha" no parapeito por um instante, ele achou que era o momento de dar o bote.
O sujeito caminhou até Alice, invadindo o espaço dela com um sorriso cínico.
— E aí, linda? Perdida por aqui? — o cara falou, a voz alta por causa do som. Ele tentou apoiar a mão na cintura de Alice de forma audaciosa. — Um espetáculo desse não devia tá andando sem companhia. Vem pro meu camarote ali, o combo tá melhor.
Alice recuou um passo na hora, o olhar ficando frio.
— Tira a mão de mim. Você tá no lugar errado e falando com a pessoa errada — ela avisou, a marra herdada do morro falando alto.
Carol viu a cena e travou na hora.
— Ih, caralho... Cabelinho, segura o homem — Carol sussurrou, os olhos arregalados.
Mas já era tarde demais.
O clima no camarote do comando mudou de zero a cem em um milésimo de segundo. A risada de PH sumiu. A fúria predatória e o ciúme cego tomaram conta do rosto do dono do morro. O baseado sumiu de seus lábios na mesma hora. Ele se levantou do sofá com uma lentidão aterrorizante. Ele não pegou o fuzil; queria resolver aquilo com as próprias mãos.
O playboy, s*******o do perigo real, insistiu, segurando o braço de Alice de leve.
— Qual foi, gatinha? Vai fazer doce na favela? Eu tenho...
Ele não terminou a frase.
A mão grande e tatuada de PH fechou-se no colarinho da camisa do playboy por trás, puxando-o com uma força brutal. O cara foi arremessado para trás, batendo com as costas na mesa de vidro, fazendo garrafas e copos voarem pelo chão do camarote. Antes que o sujeito pudesse entender o que estava acontecendo, PH veio por cima, cravando o joelho no peito do cara e desferindo um soco violento de direita direto no maxilar do playboy.
*POW.*
O som do impacto foi seco. O sangue espirrou na camisa de grife de PH.
— **TU TÁ MALUCO, SEU ARROMBADO?!** — PH rugiu, a voz saindo como o som de um trovão por cima do funk. Ele agarrou o cabelo do playboy, batendo a cabeça dele contra o chão de madeira do camarote uma, duas vezes. Os olhos de PH estavam injetados de puro ódio. — Tu achou que tava mexendo com quem, p***a?! Essa mulher aqui tem dono! E o dono dela te mata sem pensar duas vezes!
— PH, para! Você vai matar ele! — Alice gritou, correndo e segurando o braço musculoso dele. O pânico voltou, mas o choque de ver o quanto ele ficava cego por causa dela fez seu coração disparar de um jeito louco.
Cabelinho e DG entraram no meio, segurando PH pelos ombros, não porque estavam com pena do playboy, mas porque o cara já estava desmaiado e ensanguentado no chão.
— Calma, Terror! Deixa que os moleques jogam esse lixo na mala do carro e descem com ele! O baile é teu, chefe! — Cabelinho acalmou, enquanto dois soldados arrastavam o corpo desacordado do playboy para fora sob os olhares chocados do VIP.
PH se soltou dos cria com um empurrão, a respiração pesada, o peito nu subindo e descendo com o suor misturado ao sangue do rival. Ele limpou a boca com as costas da mão, virando o olhar de lince diretamente para Alice. O ciúme possessivo ainda emanava dele como uma aura escura.
Ele caminhou até ela, ignorando todo mundo ao redor. Agarrou o braço de Alice com firmeza — não para machucar, mas para deixar claro que ela não tinha escolha — e a puxou para perto, colando o quadril dela no seu.
— Tu tá querendo me enlouquecer, Alice? — ele sussurrou contra a boca dela, a voz rouca, tremendo de raiva e desejo. — Olha essa p***a desse short. Olha como os caras te olham. Eu quase rasguei aquele o****o no meio porque ele encostou no que é meu.
— Eu não fiz nada, PH! Foi ele que veio... — ela tentou se defender, mas o hálito quente dele e a demonstração brutal de posse a deixavam sem ar.
— Não quero saber — ele sentenciou, puxando a nuca dela por baixo dos cabelos negros e colando os lábios em um beijo violento, possessivo, na frente de todo o camarote, marcando sua propriedade para o morro inteiro ver. Ao fundo, o DJ soltou a batida mais pesada do proibidão. PH se afastou um centímetro, o sorriso cínico e perigoso voltando de leve aos lábios. — O baile acabou pra tu, branquinha. Vamos subir agora. E tu vai ter que me acalmar na cama pelo estresse que me causou.