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Babi - A Dona da Quebrada

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Babi – A Dona da Quebra

Ela nasceu para mandar.

Aos 28 anos, Babi é a temida e respeitada dona do Morro do Curral. Pequena na estatura, com apenas 1,60 m, mas gigante na presença. Cabelos negros, olhos cor de mel, tatuagens, postura firme e uma coragem capaz de enfrentar qualquer guerra. Para os moradores, ela é proteção. Para os inimigos, é um pesadelo.

Ao seu lado sempre esteve n**o, líder da guarda do Curral. Durante anos ele foi apenas um homem de confiança, até que a dor aproximou os dois. O que começou como um refúgio para um coração destruído se transformou em uma paixão intensa, marcada por desejo, cumplicidade e uma conexão impossível de esconder.

Mas antes dele existiu Preto.

O poderoso chefe do Morro do Martins. Um homem temido, respeitado e apaixonado por Babi. Os dois viveram um amor avassalador, até que uma gravidez inesperada de um antigo relacionamento veio à tona. Embora a gestação tivesse acontecido antes do namoro dos dois, a verdade escondida destruiu a confiança de Babi. O relacionamento acabou, deixando marcas profundas nos dois lados.

Enquanto Preto tentava reconstruir a própria vida criando o filho, Babi se aproximava cada vez mais de n**o. Mesmo assim, o sentimento pelo antigo amor nunca desapareceu.

Dividida entre o homem que partiu seu coração e o homem que o ajudou a reconstruí-lo, Babi mergulhou em um conflito tão intenso que quase lhe custou a vida. Consumida pela culpa, pelo medo e pela incapacidade de escolher entre os dois, ela sofreu uma grave overdose e ficou entre a vida e a morte.

Foi diante daquele leito de hospital que tudo mudou.

Preto e n**o deixaram o orgulho de lado para lutar pela única mulher que ambos amavam. Perceberam que perdê-la seria muito pior do que enfrentar o ciúme um do outro.

Agora, os três tentam construir uma relação baseada em respeito, confiança e diálogo, enquanto enfrentam o julgamento das pessoas, a pressão de comandar dois morros e os perigos constantes do crime.

No Curral, Babi continua sendo a líder que protege seu povo.

No Martins, Preto segue impondo respeito como chefe.

Ao lado deles, n**o continua liderando os homens da guarda do Curral, disposto a defender Babi com a própria vida.

Entre guerras, bailes, traições, tiros, ciúmes e paixões intensas, nasce uma história onde o amor desafia todas as regras.

Porque, no fim, alguns corações não foram feitos para escolher apenas um caminho.

Foram feitos para sobreviver à guerra... e amar contra todas as expectativas.

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Eu sou a dona da quebrada
Meu nome é Babi. Tenho 27 anos e, há mais de oito anos, sou a dona do Morro do Curral, o morro mais temido de Goiás. Todo mundo que pisa aqui sabe quem manda. Não preciso levantar a voz para ser obedecida. Um olhar meu basta. Nasci longe desse mundo, mas fui adotada pelo antigo dono do morro. Ele não era meu pai de sangue, mas foi o homem que me criou, me ensinou tudo o que eu sei e me mostrou que liderança não se conquista apenas com armas. Conquista-se com respeito. Até o dia em que uma grande operação mudou tudo. Mais de trinta dos nossos morreram naquela madrugada. Entre eles... o homem que eu chamava de pai. Enquanto muita gente esperava que o morro mergulhasse no caos, eu assumi o comando. Era jovem. Mulher. E muitos duvidaram. Só que aprenderam rápido que eu não estava brincando. Hoje, faz mais de oito anos que nenhuma operação consegue subir o Curral. Não existe confronto. Não existe guerra dentro da comunidade. As crianças brincam nas ruas. As mães sentam nas portas de casa. Os comerciantes trabalham em paz. Minha única regra é simples e ninguém ousa desobedecer. — Nunca fumem. Nunca vendam droga na frente das crianças. Essa é a única lei que eu trato como sagrada. Meu pai dizia que criança não podia crescer achando que aquilo era normal. E eu mantenho o legado dele até hoje. O resto... Cada um vive a própria vida. Meu trabalho é manter a ordem. Passo meus dias e minhas noites cercada por mais de cinquenta homens armados. Eles me protegem. Eu protejo todos eles. Somos uma família. Claro que eu sei que muitos me olham diferente. Seria ingenuidade fingir que não percebo. Tenho cabelos escuros que quase alcançam a cintura, pele clara, tatuagens espalhadas pelo corpo e um jeito de me vestir que sempre chama atenção. Uso shorts, calças de cintura baixa e croppeds sem me preocupar com a opinião de ninguém. Não faço isso por eles. Faço porque gosto. Porque sempre fui assim. Volta e meia algum deles resolve criar coragem. — Pô, Babi... me dá uma chance. Outro completa rindo: — Tu manda no morro inteiro... deixa eu ser mandado por você também. A gargalhada toma conta. Eu apenas balanço a cabeça. — Tá ficando maluco? Vai trabalhar, rapaz. Eles riem ainda mais. É assim que funciona. Existe respeito. Existe confiança. E existe a certeza de que nenhum deles cruzaria a linha comigo. Minha arma quase sempre está presa na cintura. Quando não está, fica ao alcance da mão. No meu mundo, descuido custa caro. Eu acreditava que meu destino já estava escrito. Que minha vida seria para sempre dedicada ao morro, às pessoas que dependiam de mim e ao legado que prometi honrar. Até que alguém apareceu. Alguém que teria coragem de enfrentar a mulher que ninguém enfrentava. Alguém capaz de atravessar minhas muralhas, desafiar minha autoridade e bagunçar todas as certezas que levei anos para construir. Eu ainda não sabia. Mas a dona da quebrada estava prestes a descobrir que comandar um morro era muito mais fácil do que comandar o próprio coração

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