Dante A boate estava irreconhecível. Onde antes havia apenas um prédio gasto pelo tempo e pelas histórias ridiculamente contadas, agora se erguia um templo de vidro, luz e som. As paredes respiravam luxo, refletindo os holofotes que cortavam o salão principal como lâminas douradas. O chão escuro espelhado refletia cada salto, cada sapato de couro polido que cruzava o espaço, e eu sentia no ar a mistura de perfumes caros, de risos ensaiados e da expectativa que antecede uma noite histórica. Realmente senti orgulho do meu feito em transformar esse lugar em algo muito melhor e cheio de luxo. Eu estava pronto. Pronto para mais do que uma inauguração. Essa não era apenas a aberturä da minha boate. Essa era a chance de arrancar a primeira verdade de um passado que insiste em sangrar dentro

