Realidade cru3l

1180 Words

Rei Eu não conseguia decidir pelo que eu sentia mais raiva. Se pela invasão ou pela interrupção. Ela também odiou sermos interrompidos, estava claro na forma com que a luz no rosto dela começou apagar pouco a pouco quando se deu conta que eu teria que sair. Quem sabe, depois de uma conversa franca, ela entendesse que não correria perigo em estar ao meu lado. Eu que normalmente corria perigo, e o que estava acontecendo agora, era culpa minha. Quem negociava com os meninos do Maré era eu, mas fui moleque e deixei na mão dos meninos. E agora, os caras tavam retaliando nos meus moradores. Toda a vez que eu penso na chatice de lidar com outros morros, o meu estômago azeda. Na verdade, essa noite me fez questionar a vida como eu conhecia, e o que eu falei para a Luísa era a verdade.

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