Luísa Sento na cama, enquanto seguro um grito. O mesmo pesadelo, de novo. E dessa vez, mas vivido. Era como se eu estivesse lá. Levanto da cama, e olho ao redor, sentindo a frieza do quarto. Em algum momento eu devo ter dormido, porque a minha última memória é na sala, deitada no sofá, enquanto analisava pela milésima vez os papeis que o detetive me entregou. O Dante me trazer para o meu quarto e não me colocar com ele na cama, diz muito sobre o espaço que ele quis me dar, depois da discussão que tivemos. “Você não mataria a sua família! Eu te conheço, Luísa!” “Dan, e se eu não soubesse que eles iam morrer?” De alguma forma, eu sentia no fundo do meu coração que eu fui mais que uma vítima do incêndio. E essa constatação me assustou, mas aqueceu algo dentro de mim. Porque eu

