Dante Fiquei alguns minutos na portaria, entendendo as medidas de segurança que foram tomadas de imediato, antes de correr até a minha casa. Encontrei a Luísa encolhida na minha cama e chorando sem parar, mas o que me assustou foi a mala dela pronta em cima da poltrona. Nem mesmo pensei antes de puxar ela para os meus braços, para tentar acalmar os seus soluços. - Estou aqui, meu amor… - Falei contra o cabelo dela, enquanto ela afundava o rosto no meu ombro, em meio as lágrimas. - Tudo está bem agora. Ela continuou a chorar por um tempo, enquanto eu praticamente ninava ela no meu colo, lutando contra a urgência que eu sentia no meu coração. O choro dela beirava ao desespero, e só de pensar no risco que ela correu, ou no que ele pode ter feito com ela, uma violência intensa correu pelas

