19

1165 Words

19 — Nádia Narrando Eu olho pro Diego hoje, com aquele tamanho todo, comandando essa Penha inteira, e às vezes ainda vejo o menino de pé descalço que corria por essas ruelas. Criar o Diego não foi para qualquer uma, não. Eu segurei o mundo nas costas sozinha, numa época em que a vida aqui era ainda mais c***l do que é hoje. O pai dele, meu falecido, era um homem muito respeitado por aqui. Bandido das antigas, daqueles que tinham palavra e que a comunidade toda admirava. Mas essa vida, meu amor, ela cobra o preço em juros de sangue. Ele foi morto quando o Diego ainda era pequeno, uma criança que não entendia por que o herói dele não ia mais voltar pra casa. Eu vi o brilho no olho do meu filho mudar naquele dia. O luto de uma criança que perde o pai pra violência não cura, ele vira uma ca

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