110 — Urso Narrando Eu estava jogado naquele colchão no chão, mas meus olhos eram dois faróis apontados para a cama. A luz da lua batia na janela e desenhava a silhueta da Juliana. O baby-doll era covardia. O shortinho subiu um pouco quando ela se ajeitou, e aquela curva da b***a dela aparecendo ali, bem na minha frente, estava me fazendo suar frio num quarto com ar-condicionado. O rádio no chão do meu lado deu um chiado alto, a voz do soldado cortando o silêncio com algum informe de rotina da contenção. — Visão, Urso! Pista limpa na subida do... — Ai, meu Deus, desliga essa p***a, Diego! — a Juliana resmungou, a voz abafada pelo travesseiro, mas carregada de irritação. — O Pedro acabou de apagar, você quer acordar o menino com essa gritaria de bandido? — Foi m*l! Desculpa aí... — re

