158 -- DIEGO/URSO NARRANDO Eu já estava lá no alto, tinha deixado o Pedro com a minha coroa e estava na função de organizar os b***s pro plantão. O dia prometia ser longo, mas parece que o d***o sopra no ouvido da gente. Fiquei com aquela pulga atrás da orelha desde que deixei a Juliana na loja com aquela cara de quem estava escondendo algo no celular. O instinto de cria não falha: se a esmola é demais, o santo desconfia. Larguei os acessos pros moleques e desci. Sem rádio ligado, sem sirene, no sapatinho. Entrei na loja e as funcionárias gelaram, ficaram tudo me olhando com cara de quem viu o lobo mau, mas eu nem dei ideia. Fui direto pro fundo, subi a escada do estoque sem fazer um barulho sequer, mesmo com esse meu tamanho todo. Parei na porta. A voz dela atravessava a madeira, carre

