SOMBRA NARRANDO . Eu nunca tive medo de nada. Nem de bala. Nem de polícia. Nem de morrer. Mas ver toda hora, alguém se aproximando da maju, me dava um medo do caral.ho. Não aquele medo dela ficar com alguém, eu tinha medo do que eu faria se visse uma parada dessa. Ela pode não ter feito nada a noite toda, mais pra mim, foi como se ela estivesse me torturando, da pior forma possível. Quando ela aceitou, que eu levasse ela em casa, foi como se uma nova esperança nascesse dentro de mim. Mas naquela madrugada, parado dentro do carro, com a chave ainda na mão e o silêncio pesado ocupando tudo, eu senti um medo diferente. Um medo que não vinha da rua, nem do morro, nem do inimigo. Vinha da possibilidade de perder ela. A Maju entrou no carro sem dizer uma palavra. Fechou a porta devaga

