capitulo 11

1111 Words

Fera narrando Eu tava sentado no pátio, encostado na parede quente, mastigando um pão duro que parecia mais pedra do que comida. Descia empurrado com um café preto ralo, desses que mais amarga do que acorda. Era o café de sempre. O pão de sempre. A rotina de sempre. Cadeia não muda. Quem muda é a gente — e quase sempre pra pior. O sol batia forte, mas eu m*l sentia. Meu corpo já tava acostumado com dor, fome e desconforto. A cabeça é que não se acostuma. Ela fica girando, pensando demais, lembrando demais. Eu observava o pátio, os caras andando de um lado pro outro, conversa baixa, olho atento. Mesmo preso, meu nome ainda pesava. Eu sentia no jeito que eles me olhavam. Respeito misturado com ódio, admiração misturada com medo. Foi quando um dos guardas gritou meu nome. — Fera! Levanta

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD