Sombra narrando Depois de resolver as paradas na boca, garantir que tudo tava nos conformes e que ninguém ia ficar na mão naquela noite, eu senti o peso do cansaço bater de vez. Não era só físico, não. Era mental também. Tem dias que a cabeça fica mais pesada que o corpo, e aquele tinha sido um deles. Subi pro meu barraco já no automático, larguei a arma no lugar de sempre e fui direto pro banheiro. A ducha quente caiu nas costas e, por alguns minutos, eu consegui fingir que não existia mais nada além da água, do vapor e do silêncio. Fechei os olhos, apoiei as mãos na parede e respirei fundo. Mas não adianta. Tem coisa que nem banho resolve. Quando saí, só de toalha, peguei o celular sem pensar muito. Foi impulso. Abri a conversa da Maju e mandei mensagem. Nada demais, nada profundo. N

