Meus dias atuais
Ser adolescente, não tem sido fácil. Ainda mas quando se é uma Nerd, aos meus dezessete anos, eu ainda continuo sofrendo bullying, porém, agora não é pela minha classe social, até porque meu pai em torno desses dez anos conseguiu se estabelecer e me colocar em uma escola particular, já esperado consegui entrar por meus méritos, ele apenas paga meus materiais. O preconceito que sofro é por causa de minha pele, por ser muito branca e meu rosto ter algumas sardas, e meu cabelo que nunca deixou de ser ruivo. Semana passada uma garota me enfureceu e agora o apelido que ela me deu, foi : “a foguinho”, antes eu era apenas a rainha das chamas.
Gostaria de saber o que aconteceu com os agressores que me perseguiram do meus seis anos ate os dez? A Luiza com quinze anos engravidou, de um cara que é muito m*l, ela tem sofrido desde então, agora que não é mais a menininha rica que me zombava, está mais humilde e apesar de tudo que ela me fez, eu sinto pena dela, por que eu sei o que é sofrer. E o Gregório morreu! Brincadeira! Eu não sei, mas já faz seis anos que não o vejo, e é um alívio até, ter chegado aos dezessete longe deles. O senhor fofinho a vovó costurou para mim, ela sempre me confortou nos meus piores dias.
- Toc, toc. – Diz meu irmão Isaías ao bater na porta do meu quarto.
- Entre! – Digo.
- Oi minha gêniazinha! – Ele diz divertido, isso ele faz sempre quando quer um favor.
- Oi meu interesseirinho! – Digo sorrindo.
- Aninha você pode por obséquio, me ajudar nessa questão da faculdade?
- Isaías...
- É só uma! – Ele implora.
- Vai fazer coisas para mim, depois.
- Ok, tudo bem!
Leio a questão, e descubro que é uma redação junto com uma resenha de um livro, uma questão imensa, olho para a cara de meu querido irmão, que sorrir descontroladamente. Somos surpreendidos com o barulho de um caminhão, então corremos para a janela do meu quarto, é na casa da frente, da janela assistimos o caminhão ser descarregado, há um senhor e uma senhora de frente a casa.
- Teremos novos vizinho! – Diz Isaías.
- Porque essa animação toda? – Pergunto.
- Muito simples, se tiver uma gata vou adora conhece-la! – Ele diz animado.
- Você não gosta mais da Mary? – Pergunto zombando e me referindo a nossa mascote.