- Então, como foi ontem com o Henry? — Tia Johanna abriu a porta do carro luxuoso que estava nos esperando em frente ao hotel. —
- Normal, tia. — Sentei no banco do carro e coloquei o cinto, ela fez o mesmo. —
- Anna, eu sei que você está adorando tudo isso, está vivendo um sonho, mas...
- Não tia, não vou esquecer de onde eu vim e o quanto eu trabalhei duro para estar aqui. É só o começo de algo grande. — Encarei as luzes da cidade de Londres pela janela do carro. —
- Anna... Henry é um homem incrível, mas não esqueça...
- SIM TIA JÁ ENTENDI. — Alterei a voz. — Eu não esqueci que tenho um namorado, na verdade, você diz que eu tenho um. Eu não tenho notícia do Cameron há três meses. Ele sumiu sem sequer dar notícia para os pais dele e nem se importou comigo. — A encarei. —
- Você sabe como ele é, Anna. — Ela segurou minha mão. —
- Ele não vai voltar, eu já entendi que ele está morto e ele não vai voltar. — Soltei minha mão dela. —
Tia Johanna me olhou com compaixão e seguimos a viagem em silêncio, minutos depois chegamos no mesmo restaurante de luxo do evento anterior. Haviam vários paparazzi na entrada.
— Anna, foi anunciado a meia hora atrás que você é a nova Catherinne, então eles já sabem quem você é. Se prepara para os flashes. — Tia Johanna abriu a porta do carro e saímos. —
A quantidade de flashes no meu rosto era enorme. E eu não estava nem um pouco acostumada com aquilo. Tia Johanna pediu para que eu posasse para algumas fotos. Depois de quase ficar cega, entramos no restaurante. Henry já estava lá. Ele veio em minha direção.
- Anna? Eu não acredito, quase não te reconheci. — Ele me abraçou. — Cabelo novo, huh?
Ele tocou em uma mecha dos meus cabelos, fazendo ondinhas com os dedos. E para o nosso azar, nesse exato momento um dos fotógrafos tirou uma foto. Henry estava muito bem vestido com um terno preto azulado.
- Anna! — Nos viramos e vimos John com terno e gravata borboleta. Ele veio em nossa direção e me abraçou. — Meus parabéns, é um grande começo.
- Obrigada. — Agradeci. —
- Vou ter que interromper a conversa de vocês por um tempo, está na hora da entrevista. Vamos? — John me guiou pela cintura até o palco, junto com Henry. Me sentei em uma das cadeiras presentes. Dessa vez haviam quatro. O murmurinho entre os jornalistas e fotógrafos começou. —
Henry iniciou a conversa.
- Sejam gentis com a Anna, é a primeira vez dela. — Todos riram, me deixando um pouco desconfortável. —
- Anna, é seu primeiro papel, acha que vai dar conta? Digo, por nunca ter feito nada na televisão... — Uma mulher com óculos de grau questionou, enquanto oscilava seu olhar de mim, pra Henry. —
- Vou dar o meu melhor. — Respondi com um breve sorriso. — Espero agradar os fãs.
- A Zendaya desistiu do papel, você já viu a reação do público ao saber que você vai interpretar o papel dela? — Um jornalista levantou-se de sua cadeira enquanto me questionava. —
- Ainda não.
- Então acho melhor você nem ver.
Todos riram, exceto Henry e John, que estavam sentados junto a mim. O comentário do jornalista me fez mudar de expressão rapidamente, Henry percebeu.
- Ei — Henry que estava ao meu lado, chegou mais perto, fazendo meia dúzia de fotógrafos virarem seus flashes para nós. — Não se preocupe com isso, eles vão amar você.
Ele sorriu, me fazendo encará-lo com nossos rostos bem próximos um ao outro. Sorri de volta, suspirando fundo.
- John, antes de ser anunciado que a Anna seria a nova Catherinne, ela foi vista com o Cavill no Camden Market, foi alguma estratégia de marketing? — A mulher de óculos perguntou novamente. —
- Na verdade eu não sabia sobre isso. — John falou sorrindo enquanto olhava para mim e Henry. — Eu apenas acho que foi pura coincidência.
- Sim, foi sim. — Henry sorriu. —
- Henry, minha pergunta é para você. — Mais uma vez ela falou, dessa vez abrindo uma caderneta pequena e levando sua caneta até os lábios enquanto encarava Henry. —
- Pode falar.
- Como vai ser interpretar um papel tão quente como o James? Sabemos que ele é bastante sexualizado pela maioria dos fãs da saga, você vai conseguir lidar com isso? Vamos ter cenas quentes como no livro protagonizadas por James e Catherinne?
- Se vocês querem ver o tanquinho do Henry, podem ficar tranquilos, nossa roteirista explorou muito isso. — John balançou um braço no ar, todos riram. —
- Já está respondido. — Henry sorriu. —
- Anna, você já conhecia os livros antes?
- Para ser sincera, não. Eu vim fazer a audição e depois que fui escalada para ser a irmã da Catherinne, foi que fui pesquisar mais sobre. Então me apaixonei pela irmã dela, estava bem empolgada para fazer o papel, inclusive. Mas a Zendaya precisou sair e eu fiquei no lugar dela.
- Inicialmente você fez a audição para ser a Catherinne, não foi?
- Sim, mas não fui aceita.
- Isso não te faz questionar que te colocaram porque a atriz com maior destaque precisou sair? — Outro jornalista, dessa vez um homem sentado no fundo, levantou o braço. —
Como alguém consegue ser tão rude assim? Eu não consegui falar uma palavra sequer, assim que John percebeu que eu estava totalmente travada, entrou em minha defesa.
- Anna era nossa opção como Catherinne. Na verdade, ela havia se saído melhor que Zendaya nas audições, ela não foi escalada porque não tinha nenhum histórico de atuação para que pudéssemos ver além da audição. Henry estava presente em todas, ele pode garantir isso. — John me olhou, sorri para o mesmo, que acenou positivamente com a cabeça. —
- Sim, eu estava lá e vi com meus próprios olhos. Anna é uma ótima atriz. — Henry me olhou e sorriu mostrando os dentes. —
- Se ela é uma ótima atriz, porque nunca saiu do teatro? — O repórter insistia. —
- Entrevista encerrada. Obrigada por terem vindo.
John se levantou, deixando eu, Henry e todos presentes surpresos. Eu e Henry nos levantamos, John veio em minha direção para me ajudar a descer os degraus.
- Anna, vai ser difícil no começo, mas você vai precisar se acostumar. Eles pegam pesado com os novatos, não leia nada na internet sobre você pelos próximos quinze dias, okay? — John sussurrou e eu assenti positivamente com a cabeça. —
Fui andando até as mesas do restaurante, encontrei tia Johanna que conversava com alguns convidados.
- Preciso falar com você. — Sussurrei em seu ouvido. —
- O dever me chama, com licença. — Ela se levantou e me seguiu, fomos em direção ao banheiro feminino. — O que aconteceu?
- Eles me odeiam.
- Como assim?
- Fizeram perguntas horríveis para mim, até mencionaram que eu só estou nesse papel porque a Zendaya desistiu. Eu não sei se quero continuar.
- Anna... escuta aqui... sempre tem alguém para tentar nos diminuir na jornada. E até mesmo fazer desistir. E eu não vou te deixar desistir por causa de um jornalista amargurado que com certeza está com raiva porque poderia estar se embebedando essa hora em algum pub em Londres. — Tia Johanna me olhou nos olhos. — Você vai sair daqui e vai sentar naquelas cadeiras confiante e feliz por ser a nova Catherinne e sem se sentir uma substituta. Entendeu? — Balancei a cabeça que sim. —
- Eu sou a Catherinne que eles escolheram. — Levantei a cabeça e respirei fundo. Saí do banheiro e dei de cara com Henry. —
- A gente sempre vai se esbarrar por aí né, Anna? — Ele deu um sorriso sapeca. —
- Está me seguindo, garanhão? — Arqueei uma sobrancelha. Ele riu. —
- Na verdade eu acho que você está me seguindo.
- Jurou, só vim tomar um ar fresco. — Tia Johanna saiu do banheiro e fingiu que nem nos viu, ela voltou para a mesa. —
- Um ar fresco no banheiro? — Ele arqueou a sobrancelha. —
- Sim, gosto do cheiro de desinfetante e água sanitária. — Henry deu uma gargalhada. —
- Fala sério. — Ele balançou a cabeça negativamente. —
- Vim tomar um ar fresco da mídia. E pensar no que realmente vale a pena. — Encarei o chão. —
- Com certeza fazer a Catherinne vai valer a pena. — Ele colocou a mão em meu ombro, fomos interrompidos por John. —
- Fotos? — Ele apareceu sorridente. —
- Vamos nessa.
Henry foi na frente, eu e John fomos logo em seguida. Acho que devo ter ficado de olhos fechados em algumas fotos, flashes não são muito meu forte, tenho que me acostumar. Depois de uma longa sessão de fotos para os paparazzi e um jantar italiano divino, voltei pro hotel. Não segui o conselho de John e abri o Twitter. A chuva de seguidores era intensa, não paravam de aparecer mentions e directs de milhares de pessoas, mas eu queria mesmo era ver o que as pessoas estavam achando de mim como Catherinne.
“ Sinceramente? Se for para colocar uma Catherinne dessa é melhor desistir do filme. Existem centenas de atrizes ótimas em Hollywood e eles colocam uma novata? ”
“ Esse filme vai ser um fiasco, já vejo. ”
“ Péssima escolha. Fui procurar outros trabalhos dela e eles simplesmente não existem! ”
Eu fiquei em choque com todo ódio, fechei o notebook e deitei a cabeça no travesseiro.
- É Anna.... Você vai ter que dar o seu melhor para calar a boca dessas pessoas. — Falei para mim mesma. —
Os dias se passaram rápido, estávamos quase na metade do filme e enquanto eu evitava ler qualquer coisa sobre mim na internet aproveitava pra comer tudo o que a produção colocava na minha frente. Eu nem sou fã de frutas, mas enquanto saboreava algumas uvas roxas deitada em baixo de uma árvore e preservando o resto de saúde mental que me sobrava, Henry apareceu.
- Você está bem? — Ele sentou do meu lado, roubando algumas uvas. —
- Muito bem, obrigada. — Falei sem olhar para o mesmo, permaneci olhando o pôr do sol mais lindo que já vi. — O que está fazendo aqui? Deveria estar comendo pizza com o resto do elenco.
- Eu estou preocupado com você, na verdade. — Olhei pra Henry, que me encarava suavemente. —
- Comigo? Eu não tenho nada, só estou pensando um pouco. — Voltei a olhar para o céu. —
- Anna, eu não te conheço bem, não sou seu amigo íntimo, mas sei que você não está bem. Existe uma diferença entre a Anna de três semanas atrás e essa Anna. — Ele virou meu rosto, me fazendo encara-lo. Abaixei a cabeça. —
- Henry... — Respirei fundo. — Está sendo difícil para mim encarar uma situação onde boa parte dos fãs não gostam de mim. Eu sou nova nisso e estou recebendo muito ódio. — Voltei a encará-lo, que parecia entender a situação. —
- Eu sei que é difícil, você vai ter que dar o seu melhor. Mostrar para eles do que você é capaz, que foi escolhida porque é a Catherinne perfeita para isso.
- Eu estou tentando, mas tudo parece tão difícil para mim. — Henry levantou e me deu a mão, me ajudando a levantar também. —
- Você vai conseguir, vamos passar por isso juntos. — Ele me abraçou. Ele tem um abraço de urso e por alguns segundos eu senti que alguém estava ali para me ajudar. —
- Obrigada. — Desfiz o abraço. —
- Eu estava procurando por vocês dois. — Lia, figurinista do elenco principal, segurou os joelhos enquanto estava ofegando. — Vocês não podem sumir assim, são os principais, pelo amor de Deus. Vamos andando, tenho muito o que fazer com os dois.
Seguimos Lia e chegamos até o set principal de filmagens, John cruzou os braços quando nos viu chegando. Ouvi baixinho alguém dizer: “O que eles estavam fazendo sozinhos no meio das árvores? ” Uma súbita v****************a gargalhada tomou conta de mim. Me segurei.
- Onde vocês estavam? Passamos meia hora procurando os dois. — John permanecia com os braços cruzados. —
- Eu fui descansar um pouco e o Henry me achou. — Dei de ombros. —
- Não há tempo para descanso, não estamos nem na metade do filme. — John revirou os olhos e apontou para uma das tendas onde estavam os maquiadores e figurinistas. Eu e Henry fomos na direção da mesma. —
Enquanto tiravam os apliques enormes da minha cabeça para refazer os cachos, era possível ouvir John gritando do outro lado do set.
- QUEM VAZOU FOTOS DO SET DE FILMAGENS, p***a?! — Ele estava vermelho e com o celular na mão apontando para todos os lados. —
- Vai começar... — Henry se inclinou para o meu lado. — Calma, John... isso ia acontecer uma hora ou outra.
- CALMA? EU PEDI SIGILO TOTAL, SEM FOTOS! — Uma pessoa da produção trouxe um copo com água pra John, que bebeu dois goles e sentou perto de mim e Henry. — Eu não quero fotos da gravação aqui. — Ele fechou os olhos e respirou fundo. — Por favor.
- Você sabe quem fez isso? — Indaguei. —
- Não. Vou tratar de descobrir. — Ele se levantou, se afastando de mim e Henry. — Ah, e tratem de não sumir de novo. — Ele se virou para nós dois, que assentimos positivamente. —
Enquanto esperava arrumarem meu cabelo, criei coragem e entrei no Twitter para ver as supostas fotos vazadas que fizeram John surtar. Não me contive e fui ler os comentários. Alguns ainda me rejeitando como Catherinne, outros dizendo que estavam ansiosos para o filme e que gostaram de mim, em meio a tanta raiva, alguns comentários bons. Dei de ombros.
- Pronto, Anna. — Uma das cabeleireiras finalizou meu cabelo. —
- Graças a Deus. — Levantei da cadeira e fui em direção ao set, Henry e John estavam me esperando. —
- Vamos gravar a cena do quarto. — John falou. —
- O QUÊ? — Eu literalmente gritei, fazendo as pessoas que estavam no set olharem para mim, Henry arqueou uma sobrancelha. — Desculpa. É que eu nunca fiz uma cena assim.
Na cena do quarto eu vou estar com uma camisola de renda vermelha com Henry. Eu vou ter que tirar a mesma, deixando meus s***s à mostra. Deus do céu, eu estava rezando para que essa cena não chegasse tão cedo. E infelizmente ela chegou.
- Há uma primeira vez para tudo. Vamos. — John fez eu e Henry o seguirmos até o cenário. Até então, havíamos gravado a cena anterior à essa, que seríamos nós dois dentro de um carro fugindo. —
Quando chegamos até o mesmo, uma súbita vontade de fingir um desmaio me passou pela cabeça. Olhei para Henry que sorriu de leve. Estávamos em um quarto de motel de beira de estrada, já estava escuro, então de acordo com John, era a hora certa para fazer isso. Uma das figurinistas me entregou o pedaço minúsculo de pano que ela chamava de camisola. Vesti o mesmo e fui em direção ao cenário, me posicionei e iniciamos.
- 1, 2, 3 Ação. — Bateram a claquete. —
Me dirigi até Henry.
- Obrigada. James. — Falei enquanto encarava a janela. — Mas não entendo porque fez tanta questão de me ajudar.
Me aproximei de Henry, ficando alguns centímetros longe dele. Encostei-me na cômoda.
- Não agradeça a mim. — Ele virou o rosto, evitando me olhar. Ou ele interpretava muito bem, ou realmente estava incomodado (de um jeito bom) com o que eu estava vestindo. —
Olhei pra John que assentiu positivamente. Ok, era a hora.
- Então a quem eu deveria agradecer? — Deslizei lentamente a alça fininha da camisola. Primeiro uma, depois a outra. Enquanto olhava pra Henry, que estava com os olhos vidrados em mim. —
Não tinha como respirar fundo sem parecer que estava nervosa na câmera, mentalizei que conseguiria de qualquer forma. Deixei a camisola deslizar por completo no meu corpo, caindo no chão. A câmera estava focada em mim, enquanto eu caminhava até Henry, que estava sentado na beira da cama. Fiquei a sua frente, enquanto ele me olhava fixamente. Empurrei Henry e subi em cima do mesmo...
- CORTA! — John gritou. Me fazendo recuar e sentar ao lado de Henry na cama. Alguém apareceu e me entregou um robe. —
- Obrigada. — Levantei. —
- Agora só mais uma cena e estão liberados para irem para casa. Henry, por favor, se solte mais. Você é um anjo que está descobrindo o prazer carnal, não um robô sem reação. — Henry se ajeitou meio desconfortável na cama. —
- Desculpe, não vai se repetir. — Ele pigarreou. —
- Vamos, mais uma vez. Dessa vez de onde paramos. — John foi para trás das câmeras. —
Subi novamente em cima de Henry, que dessa vez sorriu mostrando os dentes para mim. Que d***a, se eu fosse um homem eu teria uma ereção naquele exato momento.
- Não faz isso... — Pensei alto demais. —
- Isso o que? — Henry me questionou. —
- AÇÃO! — John gritou. Eu agradeci mentalmente. —
Beijei Henry, que deslizava suas mãos no meu corpo que estava vestido apenas com uma calcinha. Seu toque fazia meus pelos arrepiarem. Ele se virou em um movimento rápido, ficando por cima de mim. Ele parou o beijo e me encarou. Voltando a me beijar ferozmente. Aquilo com certeza não era um beijo técnico, eu conseguia sentir a língua de Henry explorando cada canto da minha boca.
- CORTA! — John gritou, fazendo-nos parar. — Esqueceram o roteiro? Henry, o James recua depois que olha pra Anna por baixo dele.
Henry fez uma careta, John revirou os olhos.
- Vamos de novo, em seus lugares, AÇÃO.
Tirei o roupão e deitei na cama, eu e henry voltamos para a posição que estávamos anteriormente.
- Eu não posso fazer isso. — Ele recuou, saindo de cima de mim. —
- Eu também não, mas você faz eu me sentir assim. — Falei. —
- Eu sei porque. — Ele levantou, saindo do quarto. —
- JAMES! — Fui até a porta, já fechada. —
- CORTA! — John gritou. — Estão liberados.
Finalmente estava livre de me sentir exposta. Coloquei o robe e fui em direção ao banheiro vestir minhas roupas. Henry veio correndo até mim.
- Ei Anna. — Ele tocou meu ombro. —
- Sim? — Me virei para encara-lo. —
- Desculpa pelo beijo, mas estávamos fingindo ou não? — Ele questionou, me fazendo gelar por uns segundos. —
- Como assim? — Tentei, falhando miseravelmente pagar de louca. —