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1031 Words
Joalin -BAILEY- gritei uns segundos depois de ter ouvido o chuveiro desligar. Percebi que não deveria ter feito isso assim que o filipino abriu a porta do banheiro com a toalha enrolada na cintura e com o cabelo pingando.  Ok que ele passou tanto tempo no banho que consegui me maquiar, pentear meu cabelo e me vestir. De qualquer forma, tinha o preocupado por nada, só porque achei que ele já estaria vestido.  -O que foi?- perguntou depois do susto e apoiou a mão no peito. Parecia que os exercícios com peso humano estavam funcionando já que mesmo depois de meses longe da academia ele continuava musculoso.  -Desculpa te assustar, achei que você já tinha se arrumado- disse com um sorriso ligeiramente sem graça- Pode fechar meu vestido por favor?- virei de costas mostrando o zíper aberto e puxei meus cabelos para a frente- Quer dizer, se fechar.  -Por que não fecharia?- ele se aproximou de mim e apoiou a mão na minha cintura.  -Estou inchada, já disse- repeti o que tinha falado antes dele ir tomar banho.  -Acho que não está- ele puxou o zíper de uma vez- Viu? Fechou com facilidade, você está ótima. Linda como sempre- disse dando um beijo na minha bochecha e voltando para o banheiro.  Encarei meu próprio reflexo no espelho com a expressão confusa e decidi deixar para lá, já que ele voltou para o quarto menos de meio minuto depois, dessa vez com a calça e fechando os botões da blusa estampada. Ele pegou o pente que eu segurava e parou para arrumar o cabelo molhado enquanto eu me sentava na cama para amarrar meus saltos nos pés.  -Pronta para descer?- me perguntou e eu acenti- E a dor?- perguntou mais uma vez, às vezes Bailey parecia minha mãe. -Passou sozinha, não gosto de tomar muito remédio mas se voltar não vai ter jeito- disse fechando a porta do seu quarto.  -Se voltar vai ter que tomar- disse em uma imitação quase perfeita da minha mãe enquanto descíamos as escadas.  -Joalin, como está a dor?- Vanessa me perguntou, os três já estavam sentados na mesa, aparentemente esperando por nós.  -Estou melhor, estava falando agora mesmo com Bailey que não precisei tomar outro remédio.  -Que ótimo- foi a vez de Matt.  -Está melhor Maya?  -Sim, mas eu precisei tomar outro- ela fez careta.  -Já que não está com medicamento no organismo, quer uma taça de vinho?- a filipina perguntou.  -Seria ótimo- sorri.  -A comida já chegou?- Bailey perguntou quando seu pai lhe entregou as duas taças, ele me entregou uma logo em seguida.  -Ainda não- quem respondeu foi a caçula, bebendo seu suco.  -Gostei desse novo restaurante, já fizemos nossos pedidos, agora é só esperar o garçom trazer- Matt disse brincando e todos nós rimos.  Tiramos algumas fotos enquanto a comida não chegava e conversamos um pouco sobre as expectativas para a volta das atividades do Now United, quando a pandemia acabar. Para a minha surpresa, o prato da noite era massa o que com certeza me deixou muito feliz, comida italiana sem sombras de dúvidas era a minha favorita. Enquanto comíamos, Maya me contou um pouco sobre sua escola e como estava tendo aula online para não perder o ano, conversamos um pouco sobre minha experiência, e de Bailey, com esse tipo de ensino enquanto viajávamos o mundo.  Eu oficialmente amava, mais a cada dia, a família May. Eles me tratavam como se eu fizesse parte e de uma forma incrível faziam com que eu me sentisse especial e acolhida.  Não sabia quantas vezes ia repetir o discurso do jantar, mas me senti na necessidade de mais uma vez agradecer ao apoio e a moradia que estavam me dando, pela forma que estavam cuidando de mim como se eu fosse da família.  E mesmo que eles sempre falassem que eu não precisava agradecer, eu continuaria fazendo já o sentimento era verdadeiro.  Já tínhamos jantado, comido a sobremesa e talvez tomado algumas taças de vinho a mais do que deveríamos quando Vanessa anunciou que ela, Matt e Maya iriam subir. Encarei o relógio surpresa por ser quase meia noite, outra coisa que eu tinha acabado de descobrir é como a hora voava quando eu estava me divertindo com eles.  A noite se passou em um estalar de dedos e eu m*l podia acreditar que estava sentana naquela mesa pelas últimas 5 horas.  Eu e Bailey assumimos a responsabilidade de tirar a mesa e enquanto eu levava as coisas para a cozinha, ele as colocavam na máquina de lavar louça. Não demorou mais de 20 minutos para que todo o serviço fosse feito.  -E então, gostou da nossa noite sem sair de casa?- perguntou, me guiando pela cintura até o sofá da sala.  -Com certeza, me diverti muito.  -A situação não é das melhores ou mais saudáveis mas sinto que se não fizermos essas coisas vamos acabar enlouquecendo.  -Tem razão- disse pronta para desamarrar os meus saltos dos pés.  -Pode deixar- ele disse apoiando minhas pernas em seu colo e desprendendo os fechos para mim.  -Obrigada- mantive meus pés no mesmo lugar, eu definitivamente odiava pés e dificilmente alguém me via sem meia por aí. Estranhamente, Bailey me fazia sentir confortável ao ponto de não precisar tirá-los de seu colo com pressa e vergonha.  Ele colocou a mão no meu calcanhar, o massageando e eu joguei minha cabeça para trás, antes de prender os cabelos em um coque desajeitado e suspirar fundo.  -Desculpe por ter desregulado seu sono- disse encarando o relógio da sala.  -Não tem problema- sorriu.  -Já disse que senti sua falta? -Algumas vezes- revirei os olhos- Também senti a sua, Jojo. Preciso dizer que minha quarentena está muito melhor contigo.  -Fico feliz por isso- sorri escorregando no sofá, apenas o suficiente para conseguir apoiar minha cabeça no seu ombro. Ele passou o braço em volta de mim e me puxou para mais perto.  -Acho que alguém está meio carente hoje- brincou com os dedos na minha cintura.  -Impressão sua- ele riu- Ou pode ser o efeito do álcool.  -Ou você me ama demais para ficar longe de mim- deu um sorriso convencido, que me obrigou a sorrir também.  -Talvez você esteja certo
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