MEET

1026 Words
Bailey  Acordei assustado. Isso estava virando comum desde o início da quarentena, acho que tendo menos compromissos para cumprir e ficando menos cansado meu sono estava mais leve. Senti meu braço dormente e por um segundo esqueci que Joalin estava dormindo ao meu lado, quando consegui abrir os olhos com um pouco de dificuldade, meu braço estava por baixo de sua cabeça, enquanto seus cabelos loiros espalhados por todo travesseiro. Sorri ao ver que ela parecia dormir tranquila, devido ao cansaço da viagem.  Tentei tirar meu braço sem acorda-la, ela se mexeu e virou para o outro lado. Levantei da cama e fui até o banheiro, escovando os dentes e tomando um banho logo em seguida, quando saí do quarto, percebi que minha mãe tinha colocado as malas de Joalin na porta. Puxei-as para dentro em silêncio e desci as escadas.  -Bom dia- entrei na cozinha vendo meus pais terminando de preparar o café  -Bom dia filho- minha mãe falou- Achei que iria acordar mais tarde, Joalin chegou que horas?- encarei o relógio na parede, eram 10 da manhã.  -Chegou umas 3 mas acho que dormimos as 5. Ela está com o sono confuso pelo fuso horário.  -Então vamos deixar para chamar ela só na hora do almoço- meu pai falou e eu assenti concordando- Vou chamar Maya- ele saiu atrás da minha irmã.  -Está feliz?- Dona Vanessa me olhou com um sorriso sugestivo no rosto e eu me fiz de desentendido- Bailey, não minta para sua mãe  -Estou aliviado, nunca iria ficar tranquilo antes dela sair do México -Lembre-se que as coisas não acontecem por acaso, ela poderia ter ficado presa na Alemanha, Holanda ou qualquer outro país. Pense sobre isso- deu dois tapinhas no meu ombro e pegou a jarra de suco, levando para a mesa da sala.  -O que ela quis dizer com isso?- mordi os lábios e me perguntei. Peguei o resto das coisas e me levantei, a ajudando a terminar a mesa em silêncio.  A manhã não demorou a passar, minha mãe e Maya se trancaram no quarto da minha irmã para arrumar alguma coisa enquanto eu ajudei meu pai no preparo do almoço. Quando ele me avisou que faltava cerca de meia hora, decidi subir para acordar Joalin.  O quarto estava vazio e o chuveiro ligado, uma das malas também estava aberta no chão. Permaneci ali esperando que ela acabasse para avisá-la que deveriamos descer para comer, se bem conhecia Joalin, sabia que ela ficaria um pouco envergonhada de aparecer sozinha.  -Ah- ela levou um pequeno susto quando me viu sentado na cama do quarto com as luzes desligadas. Tinha um pente no cabelo e vestia um conjunto de moletom azul, exatamente da cor de seus olhos.  -Desculpa, não queria te assustar.  -Tudo bem, eu não deveria ter acordado tão tarde- parecia querer se desculpar. -Eu vim de acordar para almoçar, se você quiser continuar dormindo não tem problema. Você deve estar com sono desregulado pelo fuso- tentei a tranquilizar.  -Já estava na hora mesmo de acordar- ela deu de ombros e sorriu fofa- Planejo noites m*l dormidas até conseguir regularizar meu sono.  -As vezes sinto que quando estamos pulando de um país para o outro é tanta correria que nem conseguimos sofrer com a mudança no horário- falei enquanto ela penteava o cabelo na frente do espelho.  -É verdade, de pensar que agora estamos trancados não só em um país mas dentro de casa- ela refletiu- É louco pensar que estaríamos fazendo várias viagens agora.  -Estávamos tão ansiosos pela sua volta que não consigo acreditar que vamos esperar por um tempo indeterminado. Savannah estava louca para te conhecer- falei, as duas já tinham conversado por vídeo em ligações do grupo ou pela internet mas acho que todos, inclusive os fãs, esperavam muito por esse reencontro.  -Não vejo a hora de poder a conhecer. Sinto tanta falta do grupo e m*l consigo acreditar que agora que podíamos estar juntos temos problemas maiores para lidar.  -Eu adoraria estar com o grupo agora- fiz uma pausa quase que dramática- Mas me sinto privilegiado do resto deles porque pude te ver e estar com você antes, sem contar que agora sua família está em segurança e isso é o mais importante.  -Eu sinto tanta falta do Krystian e da Sabina- pude perceber que ela estava segurando o choro. Sabia também que se ela chorasse, perderia o apetite e eu a queria bem, feliz por ter vencido os últimos obstáculos pelo qual foi obrigada a passar.  -Bom saber que não estava sentindo minha falta- tentei soar engraçado e consegui arrancar um sorriso do seu rosto, enquanto ela passava alguma espécie de creme pelo rosto.  -Você está a dois metros de distancia de mim, Mailey Bay- me olhou pelo reflexo do espelho e eu levantei a puxando pela cintura, puxei o pote da sua mão e a levantei do chão, colocando o peso do seu ombro.  -Agora estou a 0 centímetros de vocês  -Eu não sou um saco de batatas- ela riu e senti seu cabelo balançando na altura das minhas costas -Eu estou com fome, quero descer logo- disse como justificativa e sai do quarto com ela ainda sobre meu ombro.  -A gente vai cair- ela segurou em mim quando me aproximei da escada e ri descendo quase dramáticamente.  -BAILEY- ouvi os protestos de Maya no andar de baixo- Você não tem modos- reclamou e Joalin riu  -Eu concordo- disse baixo  -Agora são duas contra mim? Acho que vou embora, me arriscar com o corona lá fora- fiz drama antes de finalmente colocar a loira finlandesa no chão. Ela foi atacada por um abraço medonho de minha irmã caçula.  -Maya larga a Joalin, vai m***r ela sufocada.  -Dramático e possessivo- ela revirou os olhos ainda pendurada no pescoço dela. -Não seja tão ciumento Bailey- meu pai deu dois tapinhas nas costas antes de seguir para abraçar minha amiga.  Dona Vanessa também surgiu para abraçar a loira e percebi que ela estava um pouco sem graça com tanta demonstração de afeto e tentava sem parar agradecer pelo abrigo e hospedagem.  -A comida tá pronta?- interrompi puxando Loukamaa até a mesa de jantar- Estou com fome. 
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