CAPÍTULO 12 — JOHN & AMÉLIA

1809 Words

O cursor piscava na tela à minha frente, enquanto eu encarava o monitor com um vazio que nada tinha a ver com o trabalho. As palavras digitadas pareciam mecânicas, desprovidas de alma. Havia dias em que o lado profissional dominava com facilidade — hoje não era um desses dias. A vontade de mandar uma mensagem para ela me consumia, como uma brasa acesa num canto do peito. Uma simples frase, qualquer coisa que a fizesse saber que eu estava pensando nela. Mas tudo que tínhamos agora se resumia a e-mails formais, alinhados ao protocolo da empresa. Nada além. Nada pessoal. Nada nosso. Mesmo assim, toda a vez que o seu nome aparecia entre os remetentes, o meu coração reagia de forma ridícula — quase adolescente. Lia as suas mensagens com mais atenção do que deveria, tentando decifrar algo nas e

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