James Tocava no rádio uma música antiga, daquelas que você não ouve há pelo menos vinte anos, mas que assim que você ouve novamente pode abrir enormes vislumbres do passado, pescando memórias que você não tinha. mesmo consciente de lembrar. Entrei no caminho pouco visível sob o grosso emaranhado de galhos secos e passei pela placa de proibição de entrada, exibida com destaque nas laterais da estrada, onde uma árvore jazia no chão, rasgada em duas por um raio. Aquela árvore sempre esteve lá, lembrando-nos até onde poderíamos ir, como uma espécie de fronteira natural entre o nosso mundo e o dos humanos. E era ali mesmo que os cachorrinhos se aproximavam com medo toda vez que se convenciam de que não eram vistos, em parte para testar sua coragem, em parte para se exibirem com os betas. A

