Arrastei Malu dali, passando por uma Angelina que me olhava de olhos arregalados e boca aberta. Abri a porta que dava para o quintal e escapamos por ali. Já do lado de fora, descemos os poucos degraus, atravessamos o gramado e paramos embaixo de uma árvore. Estava escuro e achei aquilo bom, não queria que ela visse a expressão do meu rosto, que com certeza poderia revelar mais do que eu gostaria. Ficamos a princípio em silêncio, como se nenhum dos dois soubesse bem o que estava fazendo ali, muito menos o que falar. Ela cruzou os braços, e eu apoiei a mão no tronco da árvore, enquanto colocava a outra na cintura. — Então, é verdade? — Eu perguntei finalmente, engolindo em seco. Ela olhou para seus pés, que se remexiam impacientes. Parecia acuada, mas eu insisti: — É verdade que você be

