Capítulo 23 Quando o amor vira alvo da verdade Dion caminhava devagar pelo corredor vazio. Parou diante da porta de Esmeralda. Ela dormia outra vez — corpo leve, lençol emaranhado, o rosto sereno de quem ignorava a tempestade que se aproximava. Ele entrou em silêncio. Pegou o colar de prata com o pequeno pingente que Miguel lhe dera anos atrás — um rastreador escondido sob uma pedra opaca — e o deixou sobre a mesinha dela. — Me perdoa... — murmurou. — Mas é a única forma de não te perder. Fechou a porta e foi para o próprio quarto. Deitou. Tentou não pensar. Tentou dormir. Na manhã seguinte, Dion foi direto para a aula, sem sequer olhar para a porta dela. Esmeralda acordou pouco depois. Ao esticar o braço para alcançar o celular, seus dedos tocaram o colar. Parou. Pegou o pingente,

