Capítulo 42 Mesmo quando o tempo corre, há gestos que param a alma O sol já tingia a janela com um dourado suave quando Rafael saiu em silêncio da casa. Vestia bermuda esportiva, camisa colada ao corpo e fones no ouvido. Precisava correr, limpar a mente, deixar a felicidade extravasar pelo suor. Minutos depois, Vicente subia as escadas com uma bandeja de café da manhã em uma mão e flores recém-colhidas da varanda na outra. Abriu devagar a porta do quarto. Laura estava recostada entre os travesseiros, o rosto ainda sonolento, mas com um brilho suave nos olhos. — Bom dia, minha flor. — Vice... — ela sorriu, o rosto se abrindo inteiro. — Você me trouxe café na cama? — Café, flores... e meu coração inteiro. Ela riu e abriu os braços. Ele deixou a bandeja na mesinha e se aproximou. Ela

