Capítulo 48 “Porque nem sempre o corpo sangra… às vezes é a alma que morre primeiro." As horas tinham passado como décadas. Ricardo ainda estava sentado no mesmo lugar, no mesmo acostamento, coberto de poeira, de lágrimas, de ausência. Os olhos ardiam de tanto chorar. As mãos estavam sujas de terra. A alma, de luto. O céu já ameaçava anoitecer quando ele respirou fundo e pegou o celular com os dedos trêmulos. Procurou o nome de Rafael. Chamou. — Alô? — a voz de Rafael atendeu, baixa. Ricardo não aguentou. — Oi, mano… — disse, chorando. — E agora? Do outro lado da linha, Rafael não conseguiu fingir força. — Eu não sei, mano… — respondeu com a voz embargada. — Mas volta. Por favor. Você é nosso alicerce. — Eu sou só uma ponte quebrada agora, Rafa. — Eu sei, mano… — a voz de Rafae

