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Alex foi contratado por uma empresa mediana, mas assim que se apresentou para o trabalho, foi designado para trabalhar em outra empresa.

Isso é comum em empresas terceirizadas. Prestar serviços à outras empresas, cedendo os seus empregados e essas coisas. Mas Alex tomou um susto ao ver o porte da empresa para onde foi enviado e outro susto maior ainda ao perceber que seria assessor da dona da empresa mais bem conceituada em tecnologia (segundo os seus conhecimentos).

A insegurança o fez gaguejar. Suas maos suavam, sentia calor, a roupa incomodava... sentia-se inadequado.

Sequer teve experiência em um trabalho antes. O seu currículo era tão impressionante assim?

Engoliu seco ao ver quem estava do outro lado da mesa...

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Caindo na real
Alex Me perdi em pensamentos por causa do tédio, esperando ser chamado do espaço comunal de um escritório de administração. Era a minha primeira vez em uma entrevista de emprego. Muitos entraram e saíram. Enfim chegou a minha vez. _ Aqui diz inglês fluente, é verdade? _ Sim, morei fora, na Argentina por dois meses. Tenho inglês e espanhol fluente. _ Certo. Não tenho tempo para testar isso, vou acreditar em você. Só assina aqui _ mostrou um contrato de admissão que não me deu tempo para ler. _ Quando eu começo? _ Agora mesmo _ pegou o contrato assinado de volta e guardou numa pasta junto com o meu currículo, depois me entregou documento com um endereço no cabeçalho. _ Vá até essa empresa e peça para falar com Sol. _ Sol _ repeti para confirmar e ele assentiu. Foi assim que cheguei ao meu primeiro emprego. Isso é comum em empresas terceirizadas. Prestar serviços à outras empresas, cedendo os seus empregados e essas coisas. Mas tomei um tremendo susto ao ver o porte da empresa para onde fui enviado e outro susto maior ainda ao perceber que seria assessor da dona da empresa mais bem conceituada em tecnologia. A insegurança me fez gaguejar ao falar na recepção. Minhas mãos suavam, sentia calor, a roupa incomodava... sentia-se inadequado. Sequer tive experiência em um trabalho antes. O meu currículo era tão impressionante assim? _ Posso ajudar? _ a recepcionista do térreo soou a prontidão impaciente. _ Procuro por Sol _ senti que as palavras não faziam sentido na forma como eu as organizei dentro da frase que disse, mas ela acenou uma afirmação com um subir e descer de queixo breve. _ Você é o novo assessor? _ Acho que sim. Acabo de ser contratado. _ Último andar _ respondeu passando para a próxima pessoa atrás de mim na fila. Segui as instruções e peguei o elevador apertando o botão de número mais alto. O andar era ampo e bem deserto. Segui para a única porta visível e bati três vezes. _ Entre logo! _ a voz firme soou a impaciência. Era uma sala só em todo o andar. Todas as paredes eram vidro n***o. Levantei o olhar para a única pessoa que via. Engoli seco ao ver quem estava do outro lado da mesa... Era uma morena impressionante. Usava uma blusinha decotada e minissaia, estava em cima de saltos agulha, tudo era impecavelmente branco. Ela olhou diretamente em meus olhos com uma firmeza impar e notei que seus olhos eram azuis. Sempre fui muito bem resolvido em minhas atitudes e me assumi gay depois de uma grande decepção amorosa com o meu primeiro amor, uma garota. Não tive nenhum relacionamento sério com homens, mas me sinto atraído por algo no masculino desde sempre. Não sei bem o que é, mas não é o corpo exatamente. O fato é que dentro desta sala fechada, preso no olhar desta deusa linda, não sei se mantenho minha decisão. Será que me enganei quanto à quem sou? _ Desculpa... Eu procuro por Sol. Seu olhar me analisou com frieza por meio minuto. Estava fixo no meu rosto e um silêncio se estendeu durante este tempo, nem respirei até ela levantar a mão me chamando para me aproximar. Pegou o papel da minha mão e leu calmamente. Tamborilou os dedos da mão livre sobre a mesa e sorriu de algo, de mim. O meu currículo a divertia? Voltou a me prender dentro do seu olhar azul magnético. Eu ainda estava em pé, ela não havia dito para sentar. _ Alex, não é? Sabe porque preciso de você urgente? Abri a boca, mas ela não esperou a resposta. _ Tenho uma viagem e minha assessora sofreu um acidente. Não posso me dar ao luxo de escolher. Sei que este é o seu primeiro emprego, e é por isso que vou perguntar: Você dá conta? Aquelas palavras eram mais do que pareciam, era um chamado para o que der e vier, sem volta ou arrependimento. Tudo ou nada, aqui e agora. _ Farei o melhor. _ Espero que sim, Alex _ cruzou as pernas, sentada na cadeira afastada da mesa, onde esteve o tempo todo e o meu olhar seguiu o seu movimento. O que estava acontecendo comigo? Como resultado o meu rosto ficou vermelho de vergonha. _ Café expresso grande, sem açúcar _ falou pegando uma nota de dentro da sua bolsa, sobre a mesa, e foi me entregando sem olhar no meu rosto. Agora, ela lia a tela do computador. Bom, era isso! Peguei a nota estendida e fui cumprir a minha missão importante: pegar café expresso. Na lanchonete? Qual é o problema do café daqui? Pensei ao ver uma cafeteira bem próximo. Onde será que fica essa lanchonete? Perguntei para a recepcionista estressada de antes e ela me mandou para o outro lado do centro. Como assim? A cretina deu sorriso no fim da indicação. Puta!! Acho que minha chefe me odeia. Voltei meia hora depois. O café deve estar frio. Quando entrei na sala, agora, havia uma loira com ela. Olhavam para mim de um jeito estranho e fixamente, mas não tinha uma expressão de raiva, pelo contrário. Entreguei o café sobre a mesa e a Sol provou do copo _ Está frio, Alex _ apontou o óbvio. _ A lanchonete fica longe _ retruquei. _ Sagaz, boa resposta. Mas se você fosse realmente esperto o café estaria quente. O que aconteceu? _ Eu só fiz o que você me mandou. _ É pouco. Esse é o seu melhor? Respirei imaginando o que ela queria que eu tivesse feito. Ela estava me testando. A missão de trazer um expresso quente do outro lado do centro. _ Posto numa garrafa térmica? _ É uma possibilidade _ afirmou sem desviar o olhar do meu _ Fica esperto. Afirmei e encerrou o assunto. _ Aquela parede de vidro e da sua sala _ indicou _ Tem trabalho sobre sua mesa. Termine tudo. Viajamos à noite. _ O que? Para onde? _ Chile _ seu tom de voz não se alterava _ Tudo bem? _ Tá em cima. _ Nem me diga _ respirou fundo _ Não posso atrasar. Te pego na sua casa às oito. Esperou meu assentir, como se eu tivesse escolha, depois fui para minha maravilhosa sala. Tinha de tudo, até jacuzzi no banheiro amplo. Havia uma pequena copa/cozinha bem guarnecida. Isso me fez pensar em quanto tempo este trabalho me tomaria. Caralho! Eu nem perguntei qual é o salário... Ouvi risos quando atravessei a porta. Será que elas falavam de mim? ... Claro que não. Sol _ Que gracinha! Edna ficou encantada com o novo acessor. Sabia que ela ficaria, ele é uma gracinha mesmo. Apontei no contrato a indicação onde ele se reconhecia gay e a duvida surgiu no seu rosto antes de negar com um aceno de cabeça. _ Você viu como ele te olhou? Afirmei e sorri, pensando nas varias maneiras de botar em cheque essa farsa, mas eu não podia e nem devia. Não é da minha conta. _ Conheço essa cara. Você adora esse tipo inseguro. _ Você me conhece bem, mas é contra os meus princípios f***r os empregados. Edna era minha amiga de infância e sabia bem do que falava. Tenho uma queda por casos perdidos, garotos mais bonitos, magros, afeminados. Na maioria das vezes não são gays,as aparências enganam sempre, mas o Alex acha que é. Alex Não para tanto. Um motorista me levou até em casa e esperou que eu fizesse as malas. Isso me deixou nervoso, ter alguém me esperando quando eu só queria encerrar o dia de trabalho. Meus pais não entenderam nada. "Como assim viajar para o exterior no primeiro dia de trabalho?". Mas era trabalho e ponto. Não consegui jantar direito, tinha borboletas no estômago. Esta sensação me acompanhou pelo dia todo. Enfim, o carro comigo e minha mala parou. Desci quando o motorista abriu a porta e me apontou algo. Olhei e vi um jatinho esperando. Claro que ela tinha o seu próprio avião. Porque será que isso me deixa frustrado? Será que eu tenho complexo de inferioridade? Não, não. Isso não combina comigo. Entrei no jatinho e procurei pela morena que conheci hoje. Ela estava sentada comodamente, teclando no seu notebook. Sentei a sua frente com uma mesinha nos separando. _ Boa noite. Nem se deu ao trabalho de me olhar por dois minutos, despois fechou o aparelho e respondeu olhando diretamente nos meus olhos. Sorriu lindamente. Fascinate é a palavra que define aquele sorriso. O avião decolou e o seu olhar fixou-se na janela durante a subida. Parecia não ver, apenas olhava, perdeu-se em pensamentos por uns minutos. _ Esta viajem... _ tentei puxar assunto. _ Não. _ me interrompeu. _ O que? _ Não quero falar de trabalho até amanhã _ sua voz soou suavidade e seu olhar era desinteressado e doce. Nem parecia a mesma pessoa. O vôo foi breve, a chegada foi descomplicada. Sem a chatice de oficiais te perguntando para que entraste no país deles, nada disso. Apenas fomos para o hotel em um carro que já esperava. Chegamos em uma suíte presidencial dupla. Será que foi um engano? Esperei pela reação da Sol que foi comecar a se despir assim que entrou. Caminhou para a porta de um dos quartos onde já chegou com o sutiã aberto. Estava quase só de calcinha e salto agulha. O seu corpo com curvas sinuosas e uma pele maravilhosa roubou toda minha atenção. O cabelo liso ondulava ao meio das costas no movimento dos seus quadris de acordo com os seus passos firmes em cima de saltos. Poesia em movimento. Abriu a porta e entrou deixando o sutiã cair aos seus pés. A porta fechou atrás dela e não pude ver o que a peça desprezada revelou, mas não precisei de mais isto para ficar totalmente perturbado e e******o. Entrei na outra porta, no meu quarto, e busquei o alívio para aquela necessidade insana no banho. Um longo banho, me masturbando com os pensamentos em minha chefe muito gostosa. Isso era loucura! Eu nem a conhecia. Como meu desejo foi aflorar assim de repente? Por que tinha que ser logo com a minha chefe? Gostosa? Essa palavra é tão machista! Então essa é a prova definitiva de que eu sou heterossexual afinal. Uma decepção amorosa não muda nada de verdade. Mas é óbvio que esse será um lance totalmente platônico. Estou pronto para isso? Suspirar por um amor impossível parece o cúmulo do desatre de uma vida amorosa. Este é definitivamenteo fundo do poço. Recebi no meu celular os detalhes de como arrumar o armário da Sol durante as viagens, tinha uma foto para usar como referência. Muitos detalhes de como proceder e dicas de como agir perto dela e como desempenhar bem o meu trabalho também. As palavras eram muito enfáticas para deixar bem claro o meu lugar como acessor. Primeiro o café da manhã tinha que ser pedido antes da Sol acordar. Sua agenda deveria ser lida para ela durante o café da manhã. Suas roupas deveriam ser enviadas para a lavanderia logo cedo. Tudo pronto. Agora começava o dia de reuniões. Um dia cheio.

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