Bia acordou com o barulho dos passarinhos que pareciam cantar direto na janela. Era a primeira manhã deles naquela nova vida, e o silêncio dentro da casa era um contraste gritante com o som das motos acelerando lá fora e a música que já ecoava pelas vielas. Sophia estava deitada ao lado dela, com um sorrisinho bobo nos lábios, abraçada a um travesseiro. Pedro ainda dormia no colchão ao lado, encolhido, parecendo em paz. Ela se levantou devagar e foi até a cozinha. Luiz já estava lá, sem camisa, mexendo no café como se aquele fosse o lar dele há anos — e talvez fosse mesmo. — Dormiu bem? — ele perguntou, sem virar. — Melhor do que eu esperava — ela respondeu, pegando duas xícaras. Os dois tomaram café em silêncio por alguns minutos. Luiz parecia tranquilo, mas Bia conhecia ele o bastan

