Lily Thompson Eu não conseguia respirar. Aidan estava sobre mim, o peso do corpo dele esmagando meus pulmões enquanto suas mãos prendiam meus punhos com força. Eu puxava os braços, tentava me soltar, tentava lutar, mas meus movimentos eram lentos, descoordenados, como se minhas veias estivessem cheias de areia em vez de sangue. A sala do técnico de futebol tinha o cheiro abafado de mofo e suor antigo. A mesa atrás de mim tremia com os meus movimentos, mas Aidan parecia cada vez mais pesado, cada vez mais decidido. — Para, Aidan… — minha voz saiu fraca, arrastada. — Eu disse… que não… — Você nunca sabe o que quer — ele sussurrou perto do meu rosto, o hálito cheirando a ponche adocicado. — Acende, apaga, acende… e depois faz essa cara de santa. Não hoje. Eu puxei os pulsos outra vez,

