A madrugada caía como um véu espesso sobre a cidade, mas na mansão dos Ferraz, a escuridão era mais do que ausência de luz — era um reflexo do que se escondia dentro das paredes frias e silenciosas. Solange vestia um robe de cetim preto, o rosto impecavelmente maquiado mesmo àquela hora, como se cada detalhe fosse parte de um ritual ensaiado . Ela andava pelo quarto, os pés descalços contra o mármore frio, enquanto o celular tocava uma música suave. No sofá, o delegado abria os botões da camisa. — Você tem certeza do que está fazendo, Solange? — ele perguntou, olhando-a com olhos meio embriagados de desejo e ambição. Ela se virou lentamente, deixando o robe escorregar por um instante, revelando a lingerie cara e provocante. — Tenho. Você não vai derrubar a investigação, vai apenas...

