O telefone tocou às 7h em ponto. Grego Ferraz já estava de pé, como de costume. As manhãs no campo lhe traziam uma paz que o luxo e o concreto da cidade nunca proporcionaram. Desde que reconstruíra a Ferraz Corporation e se casara novamente, sua rotina havia se tornado um equilíbrio entre os negócios e a busca por uma tranquilidade que parecia inalcançável anos atrás. Mas aquela manhã não seria tranquila. — Alô? A voz de Lara do outro lado era baixa, embargada. Como se carregasse um peso que ela não sabia nomear. — Pai… pode vir ao sítio hoje? Preciso falar com o senhor. É importante. Mas só o senhor. Grego levou um segundo a mais para responder. — Claro, filha. Estou a caminho. Chegar ao sítio dos pais de Eva sempre o deixava nervoso. Não era apenas o passado m*l resolvido. Era a a

