Capítulo 89

1028 Words

Capítulo 89 GUEPARDO NARRANDO O cheiro de gasolina ainda estava forte quando eu estacionei o carro na garagem da minha casa. O portão fechou atrás da gente com aquele barulho seco de ferro batendo em ferro, o mesmo som que sempre me avisou que não tem mais volta. Nunca teve. Mas hoje… hoje era diferente. Hoje tinha alguém comigo que ainda acreditava em saída. Analu. Ela estava dura agora no banco do passageiro, o corpo inteiro em alerta, os olhos arregalados, a respiração curta. Não chorava. Ainda. Choraria depois. Sempre choram depois. — Abre a porta. — falei, seco. Ela não se mexeu. — Guepardo… — a voz dela saiu tremida, mas carregada de raiva. — Abre essa porrä desse portão agora e me deixa ir embora. Eu ri pelo nariz. — Tu ainda não entendeu, né? Desci do carro e fui até o l

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