Capítulo 127 GUEPARDO NARRANDO Mais alguns dias se passaram e eu senti. Antes mesmo de entender, eu senti. Não foi uma coisa óbvia, não foi uma mudança escancarada. Não teve grito, não teve desafio, não teve aquele olhar de ódio direto na minha cara que a Analu vinha me dando desde que botou os pés dentro da minha casa. Foi justamente o contrário. E isso me deixou com o alerta ligado. Ela estava diferente. Quietinha demais. Observadora demais. Analu era tempestade. Era confronto. Era faca afiada, língua solta, provocação calculada pra me tirar do sério. De repente, ela virou silêncio. Um silêncio que não pedia permissão, não implorava nada, só observava. E silêncio, no meu mundo, nunca é coisa boa. Eu passei a reparar mais. No jeito que ela andava pela casa. Mais contido. Mais l

