HELENA O tempo parecia não passar dentro desse maldito quarto. Como sempre, eu passava a maior parte do meu tempo trancada, quase nunca saía. O encosto fazia questão de trancar a porta toda vez que vinha, deixando apenas um pouco de comida e água. Ele me tratava como se eu fosse uma cachorra. A "comida" que eu recebia parecia ração. Eu já não aguentava mais tomar água e comer biscoito. Queria comer comida de verdade, sabe? Arroz, feijão, carne... O que eu não daria por um prato decente. Senti meu estômago roncar de fome e fui até a porta "tentar" abrir. — Por favor, por favor esteja aberta! — fechei os olhos e suspirei. Girei a maçaneta e, por sorte (ou azar), a porta se abriu. Amém! Coloquei os pés para fora e olhei para os lados, tentando perceber se ele estava em casa. Esperei al

