CORINGA Quando vi aquela cena... quando vi aquele velho filho da p**a em cima dela, rasgando com os olhos e as mãos o pouco de dignidade que ainda restava nela… alguma coisa dentro de mim explodiu. Ela estava ali. Encharcada, tremendo, sangrando pela alma e pelos olhos. E mesmo assim... mesmo assim, ainda tentou correr sozinha. Orgulhosa, machucada, calejada. Mas o mundo não perdoa quem é fraco. E ela não tinha mais ninguém. Ninguém além de mim. — Por favor, me ajuda — ela disse. E por mais que a voz dela saísse fraca, soou como um grito dentro da minha cabeça. Vi o desgraçado se aproximando de novo, com aquele sangue escorrendo pelo nariz e fingindo ser inocente. A audácia desse verme quase me fez rir, mas o ódio tomou o lugar. — Sai de perto p***a! — falei com sangue nos olhos, min

