Capítulo 8 – Marca na Alma

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O silêncio da fazenda se tornara espesso. Mesmo com os galos cantando e os cavalos relinchando ao longe, parecia que tudo havia desacelerado desde o confronto entre pai e filho. Até o vento parecia se mover com cautela, como se temesse incomodar algo sagrado e frágil. Alana, no entanto, sentia tudo com intensidade dobrada. Desde aquela manhã, Dante havia desaparecido dos olhos dos empregados. Não apareceu para as refeições. Não deu ordens. Não montou seus cavalos. Nada. Sumira. Como se tivesse sido engolido pelas sombras da própria decisão. Alana observava a varanda do casarão, onde ele costumava sentar, tomando café e fitando o horizonte como quem calculava o mundo. Vazia. Rosália cochichou certa vez: — Está trancado no antigo quarto de hóspedes, o que ninguém usa desde que a mãe del

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