Dante não dormiu naquela noite. O corpo deitado na cama, mas a alma em vigília. A escuridão ao redor era apenas um reflexo do que se passava dentro dele. O silêncio do quarto parecia sussurrar coisas que ele não queria ouvir. E o coração… o coração batia como um tambor fora de ritmo, acelerado, nervoso, aflito. Desde que partiu daquela fazenda amaldiçoada, Dante tentava sufocar a imagem de Alana. Tentava se convencer de que ela o enganara. Que tudo não passou de um plano para tirá-lo do caminho. Mas por mais que repetisse isso para si mesmo… não funcionava. O amor que sentia por ela não obedecia à lógica. E naquela noite, algo dentro dele… quebrou. Primeiro foi o sonho. Ele estava em um campo seco, o céu coberto de nuvens escuras, e o vento sussurrava o nome dela em desespero. C

